Um
novo ano começou, mas os temores permaneceram. O mercado de ações brasileiro
está derrapando. O movimento começou com uma forte queda de 7%, fazendo o
Ibovespa atingir o patamar de 47 mil pontos.
Uma
avalanche de más notícias alastra o dia a dia dos investidores. Há muito temor
sobre a situação econômica e política nacional. O barulho dos canhões está
ensurdecedor. Os otimistas são tolos, os pessimistas são sábios. Há pessoas
pensando em liquidar seus investimentos, baseados na quase certeza de que este
será mais um ano perdido.
Se
por um lado está ruim, por outro pode ser bom. Mesmo que as carteiras de
investimentos estejam derretendo, a margem de segurança nos investimentos
aumenta. Quem pagava 50 reais para comprar uma ação, hoje desembolsa apenas 40.
Quem sabe amanhã não será 30 ou menos? Pelo menos, no aspecto qualitativo, as
empresas permanecem as mesmas. Se por acaso houve uma piora na
qualidade das empresas, podemos considerar que é improvável que essa piora seja
tão intensa e rápida quanto foi o queda dos preços. Na minha humilde opinião, o tempo
continua sendo propício para a acumulação, desde que o ativo permaneça com sua
qualidade intacta ou crescente.
Sobre
o índice Ibovespa, o destaque positivo do mês foram OIBR4, BISA3 e MRFG3, com
subidas respectivas de 16,16%, 14,78% e 4,00%. No campo negativo foram CSNA3, ECOR3 e USIM5,
com -22,18%,
-16,89%
e -16,26%.
Vamos
aos números: