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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O que Guerra do Irã, subida de petróleo, Impeachment de Trump e outras cositas interferem no seu investimento em ações?


Em uma resposta curta, posso afirmar que o impacto é pouco significante em suas empresas caso você esteja com o propósito de ser sócio. 

Claro, esses e outros acontecimentos são importantes para a história da humanidade. Pessoas morrem ou são severamente impactadas devido a certas ações dessa humanidade que não consegue viver em paz.

No entanto, se você tem o objetivo de ser sócio, afirmo que seu modo de operar não deveria ser alterado de acordo com esse tipo de notícia. Para sustentar essa opinião, serão apresentados três pontos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Destrinchando a margem líquida. Tipos de empresas e considerações importantes


Aviso: esta postagem é grande, com cerca de 2600 palavras. Leia-a com calma quando tiver um tempinho sobrando (25 minutos).
Na minha metodologia de escolha das empresas que comporão meu portfólio de ações, considero a avaliação da margem líquida um dos seus pilares fundamentais. Na minha opinião, esta variável é um forte indicador da vantagem competitiva perante seus pares, bem como mostra o grau de sobrevivência que a empresa poderá ter em mercados recessivos. Este indicador é um dos que me fornece boas suposições de que a empresa poderá se tornar lucrativa no longo prazo. Baseado nisto, esta postagem tem por objetivo compartilhar com vocês os 4 tipos existentes de empresas de acordo com sua margem líquida, bem como algumas considerações extras.
Antes de adentrarmos nestes grupos, é importante esclarecer o que é margem líquida.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Quer aprender a investir? Comece comprando livros!


Ao navegar pelas páginas de internet voltadas ao público investidor, não é raro deparar-se com cursos em formato de vídeo e manuais com o propósito de “ensinar” como investir em Tesouro Direto, como analisar ações, a fórmula mágica de enriquecer e uma série de outras propostas. Porém normalmente  há um padrão nestes cursos. Ou são absurdamente caros (por exemplo, um curso em vídeo custando 600 reais), ou são “gratuitos”, mas no fim das contas há o direcionamento para algo que você vai ter que mexer no bolso.

Mas esses nem são os verdadeiros problemas já que, no final das contas, todos estes cursos não possuem a profundidade necessária para assegurar que o investidor fique em segurança no mercado. Além disso, muitos desses autores não possuem qualquer histórico que diga que eles são bons investidores. Quando procuramos por um profissional, sempre tendemos a procurar por seus trabalhos anteriores, seja ele um advogado, um professor ou até um pedreiro. Mas não entendo por que no mundo dos investimentos, basta uma foto com gravata e um site bonitinho para as pessoas sentirem confiança. Esse é um dos motivos que fazem as pessoas caírem na lábia dos gerentes de bancos e de alguns gurus da internet. É quase como se fosse uma regra não inscrita: confie seu suado dinheiro naqueles que aparentam ser bons, mesmo que não há nada concreto que diga que são.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O poder de influência da Blogosfera de finanças e sua responsabilidade social

Estava eu querendo realizar corridas ocasionais para melhorar meu condicionamento físico e minha qualidade de vida, pois de nada adianta ficar guardando dinheiro e investindo se não puder prolongar minha expectativa de vida para desfrutar futuramente o que abnego hoje.

Para realizar esta tarefa, precisava comprar um tênis apropriado. Não precisa ser um daqueles profissionais caríssimos, pois quero corridas leves que duram no máximo 20 minutos. Como bom mão-de-vaca que eu e todos vocês que visitam esse blog somos, procurei no Google por “tênis de corrida com melhor custo benefício”. 

A referida busca me direcionou a um blog que listava os tênis de corrida low cost. Colocando meus dotes de muquiranagem em prática, procurei na lista de tênis de corrida com bom custo/benefício aquele que tinha o melhor custo/benefício. Pesquisei em sites como Netshoes, Centauro, dentre outros, e acabei escolhendo um.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

A alocação de ativos e suas falhas



Na minha última postagem intitulada "Você está preparado para a próxima crise?" algumas pessoas apontaram a alocação de ativos como um sistema que efetivamente ajudará o investidor durante a depressão do mercado, já que ela indica no que o investidor deve investir nos momentos críticos ou de bonança na bolsa. 


Para os leitores que não conhecem, a alocação de ativos (alguns chamam de “Bastter System”, mas o nome correto é "Alocação de Ativos" ou seu correspondente em inglês “Asset Allocation”) tem por objetivo balancear a carteira do investidor de acordo com seus objetivos individuais. Esses objetivos consistem em alocar percentualmente sua carteira entre ativos. Uma vez que seus objetivos foram pré-estabelecidos, o tempo dirá o que um investidor deve fazer para que a condição pré-estabelecida seja alcançada.  Vamos a um exemplo rápido:

sábado, 14 de abril de 2018

Você está preparado para a próxima crise?

Há algum tempo atrás, quando a bolsa estava se arrastando por um longo período na casa dos 40-50 mil pontos, era prudente o pensamento de que o Brasil estava sofrendo um processo inescapável de venezuelização. Passando por uma profunda recessão, a sociedade estava desesperançosa com a crescente taxa de desemprego, inflação estourando o teto, taxa de juros astronômica, uma presidente que nem sabia se expressar e um processo de investigação política que tinha um forte cheiro de pizza. Pensando nisso, muitos investidores, quando podiam, alocaram seus recursos em bolsas estrangeiras, muitas delas em seu topo histórico, ou quando não tinham pique para isso, liquidaram suas posições na renda variável para alocar na renda fixa. Comprar dólar também estava em cogitação. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Pare de dizer que preço não serve para nada!



Uma coisa que me incomoda nas minhas atividades de investidor blogueiro é ocasionalmente esbarrar com alguém afirmando que o preço de uma ação não importa. Normalmente quando a pessoa realiza esta afirmação, vem em conjunto uma série de proposições do tipo “quem vê preço compra topo e vende fundo”, “faz futurologia”, “é trader, não holder”, “faz parte da manada”, tudo sem qualquer embasamento e sem a devida explicação ou nexo causal, o que acaba revelando que a afirmação trata-se de uma falácia, como se ao considerar preço em suas análises, o investidor terá que arcar com suas supostas consequências indiscutivelmente indissociáveis. Eu e muitos outras pessoas são prova viva de que o preço de uma ação é tão importante quanto outros fatores, sem colocar em risco seu patrimônio. Aliás, não apenas eu tenho essa visão. É seguro afirmar que a percepção de que considerar o preço de uma ação é intrínseca ao conceito de investimentos.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Quanto custa o carro frugal?



Sem dúvidas, um dos maiores drenos de dinheiro é o carro próprio. Sonho de consumo dos brasileiros e comum símbolo de status (o cidadão comum avalia sua riqueza dependendo do carro que você pilota), este item é um grande atrapalhador de aportes e gerador de despesas, além de grande vilão que pode te deixar na infernal zona das dívidas.

Sustentar carro requer um esforço financeiro enorme. Por si só, o carro deprecia de valor a cada segundo. Comprado um carro zero, este já perde boa parte de seu valor no primeiro quilômetro rodado. Além disso, a realidade brasileira promove seguro veicular a preços obscenos, gasolina batizada mais cara que gasolina de qualidade do exterior e o nosso famoso IPVA.

Para o investidor, a simples ideia de NÃO ter um carro representa uma enorme liberdade de aporte e menor dor de cabeça. Entretanto, para algumas pessoas o carro é uma necessidade. 

sábado, 18 de novembro de 2017

Saiba por que invisto em Bitcoin. Existe bolha?



Novidade polêmica na blogosfera, o Bitcoin, goste dele ou não, é o assunto do momento. Nos meus fechamentos mensais, mesmo representando apenas 2% de minha carteira, ele ocupa boa parte dos comentários. Normalmente são comentários questionando sobre como funciona, como comprar, sobre a falta de coragem em investir, que isso é bolha ou sobre o que pretendo fazer com essa estrovenga. Por atrair tanto interesse, é interessante dizer o motivo de eu colocar alguns trocados em Bitcoin.


Não, não foi a rentabilidade... Ok, tá bom, confesso que foi a rentabilidade que me fez querer procurar informações sobre Bitcoin. Na época cada bitcoin (Bitcoin com B é o sistema, bitcoin com b é a moeda) valia 2 mil reais e para mim era inconcebível que uma moeda virtual valer tal marca. O que justifica esse valor? Como era muito ignorante sobre o assunto, achei um livro gratuito do Fernando Ulrich no Instituto Mises e as informações que li esclareceram minhas dúvidas substancialmente.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O pequeno investidor deve bater o CDI?



Nós da blogosfera temos a cultura de compararmos a rentabilidade entre nossa carteira e o CDI, que utilizamos como um representante da renda fixa. O objetivo é medir nossa carteira geral, que seria uma aplicação que exige esforço e com uma série de riscos embutidos, contra uma aplicação atrelada ao CDI, que seria de esforço muito baixo e praticamente sem riscos.


O resultado no geral é que pouquíssimos batem o CDI.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Explicando minha forma atual de investir – Parte 4



Esta série de postagem dedica-se a descrever um pouco sobre minha forma atual de investir. Na parte 3 desta série, que pode ser acessada clicando AQUI, falei sobre empresas prestadoras de serviços, minha preferência sobre produtos não cíclicos e sobre a importância do baixo endividamento. Seguiremos então para a última parte desta série.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Explicando minha forma atual de investir – Parte 3



Esta série de postagem dedica-se a descrever um pouco sobre minha forma atual de investir. Na parte 2 desta série, que pode ser acessada clicando AQUI, falei sobre a margem líquida das empresas, um dos principais indicadores que observo, e como ela pode ser um importante indicativo de vantagem competitiva se comparada com as margens dos pares de setor. Além disso, comentei sobre a margem esperada de uma empresa em relação ao grau de complexidade do produto que ela produz. Inicialmente dividi as empresas em dois grupos: as indústrias e o comércio; sendo que se espera que as primeiras tenham margens maiores que as últimas.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Explicando minha forma atual de investir – Parte 2



Na parte 1 desta postagem, cujo conteúdo pode ser acessado clicando AQUI, expliquei que utilizo o mercado de ações como investimento principal, mas que crio uma reserva enquanto o preço de mercado não estiver de acordo com o que considero adequado. Disse também que para a criação da reserva, utilizo o Tesouro Direto, que possui rentabilidade aceitável e liquidez diária. Nesta postagem será abordado o que costumo observar na hora de escolher minhas ações.

domingo, 5 de março de 2017

Explicando minha forma atual de investir – Parte 1



Esta postagem dedica-se a explicar como é, atualmente, a forma que utilizo para administrar investimentos. Ressalto que a palavra “atualmente” é utilizada pois é natural que com o passar do tempo e com as experiências vivenciadas mudemos nossa forma de investir. Por acreditar que passei da fase novato e por possuir uma estratégia mais "palpável", compartilharei minhas opiniões acerca de como escolho os ativos que compõem minha carteira para podermos, assim, trocar ideias e opiniões.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Discrição é fundamental quando o assunto é dinheiro



  Aprender sobre ações, fundos imobiliários, Tesouro Direto e mercado mobiliário, assim como suas peculiaridades, é interessante, mas não podemos esquecer de alguns aspectos comportamentais que fazem parte do dia a dia do investidor. Um desses comportamentos é a adoção da discrição nos diálogos envolvendo dinheiro.


  Você, caro leitor, que acessa este blog, muito provavelmente é, no mínimo, alguém propenso a ter um perfil poupador. Entretanto, o poupador é considerado uma anomalia se contextualizarmos sua inserção em uma sociedade habituada a ter péssimos hábitos financeiros, que conta com os exemplos de atitudes do brasileiro comum abaixo:

terça-feira, 22 de março de 2016

Petrobras, a máquina de rasgar dinheiro

A Petrobras divulgou o seu resultado contábil referente ao ano de 2015 e a conclusão é que a atividade principal da empresa é rasgar dinheiro. Vamos aos números divulgados:

Prejuízo de 35,1 Bilhões de reais. Isto representa:
2,9 bilhões de reais por mês
96,1 milhões de reais por dia
4 milhões de reais por hora
66.780 de reais por minuto
1.113 reais a cada segundo 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O que aprendi após cinco anos de mercado de ações



   Por mais que gastemos tempo lendo, teorizando, fazendo cálculos e realizando simulações, esse tipo de conhecimento, conhecido como “conhecimento explícito”, não é o único. Há também o proveniente da experiência (experimentações, intuições, vivência), o que exige tempo para ser desenvolvido, sendo esse conhecido como “conhecimento tácito”. Alguns autores afirmam que o conhecimento explícito é apenas a ponta do iceberg e o conhecimento tático é bem mais amplo. Por isso, esta postagem dedica-se a compartilhar algumas de minhas lições de investimento em ações baseado no pequeno conhecimento tácito que adquiri nestes cinco anos como investidor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ações preferenciais – Origem e esclarecimentos

Uma questão que normalmente coloca o investidor em dúvida está na escolha de qual tipo de ação comprar, se serão as ordinárias ou as preferenciais. Quando decide buscar mais informação a respeito, o investidor se depara com apenas as diferenças básicas entre estes tipos de ações, ou seja, que as ordinárias possuem direito a voto e as preferencias possuem prioridade no recebimento de dividendos. Entretanto, estas fontes de informações não balizam qual delas é a melhor. Devido a isso, esta postagem dedica-se a aprofundar um pouco mais sobre a questão, tendo um foco maior no esclarecimento de alguns pontos importantes sobre as ações preferenciais.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Meu método de precificação – Teoria e prática



Na postagem introdutória, comentei, sem grande detalhamento, o que seria precificação. Nesta postagem, compartilharei meu método, demonstrando também um exemplo de sua utilização.

Decidi adotar uma metodologia que é brevemente comentada no livro de Peter Lynch, que dedicou singelos quatro parágrafos para descrevê-la. Abaixo estão algumas partes do livro:

Peter Lynch: “Se o P/L da Coca-Cola é 15, você esperaria que a empresa crescesse aproximadamente 15% ao ano.”
Apesar de simples, esta frase contem informações importantes do funcionamento do método. Primeiramente são relatadas duas variáveis: P/L e crescimento de lucros. Outra informação é que, segundo o autor, um preço adequado seria quando o P/L e o crescimento dos lucros da empresa forem iguais.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Meu método de precificação – Introdução



Muito se fala sobre uma ação ser cara ou barata, mas raramente se compartilha os métodos pessoais utilizados para mensurar o preço de uma determinada ação. Nesta postagem, relatarei como costumo estabelecer se o preço que pago pelas minhas ações são aceitáveis. Antes de iniciar a metodologia, é preciso esclarecer alguns pontos que normalmente causam uma enorme confusão em relação à precificação.