segunda-feira, 6 de abril de 2015

Meu método de precificação – Teoria e prática



Na postagem introdutória, comentei, sem grande detalhamento, o que seria precificação. Nesta postagem, compartilharei meu método, demonstrando também um exemplo de sua utilização.

Decidi adotar uma metodologia que é brevemente comentada no livro de Peter Lynch, que dedicou singelos quatro parágrafos para descrevê-la. Abaixo estão algumas partes do livro:

Peter Lynch: “Se o P/L da Coca-Cola é 15, você esperaria que a empresa crescesse aproximadamente 15% ao ano.”
Apesar de simples, esta frase contem informações importantes do funcionamento do método. Primeiramente são relatadas duas variáveis: P/L e crescimento de lucros. Outra informação é que, segundo o autor, um preço adequado seria quando o P/L e o crescimento dos lucros da empresa forem iguais.

Peter Lynch: “Se a relação P/L for menor que a taxa de crescimento, você pode ter encontrado uma pechincha. Uma empresa, digamos, com uma taxa de crescimento de 12% por ano e uma relação P/L de 6 é um prospecto muito atraente. Em contrapartida, uma empresa com uma taxa de crescimento de 6% ao ano e uma relação P/L de 12 é um prospecto pouco atraente e uma candidata a perdas”.
Nesta parte o autor desmembrou um pouco mais o método. Em resumo, Crescimento > P/L é atraente, enquanto Crescimento < P/L é candidato a perdas. É importante destacar que em nenhum momento o autor está afirmando que é certo o ganho com o método. Onde se sabe, não existe método 100% eficaz. De qualquer forma, a chave do método é identificar as empresas que crescem mais que o P/L.

Peter Lynch: “Uma forma [...] de comparar taxas de crescimento com lucros, ao mesmo tempo em que também levamos dividendos em conta. Encontre a taxa de crescimento de longo prazo (digamos, a taxa da empresa X é de 12%), adicione a taxa de retorno dos dividendos (a empresa X paga 3% ao ano) e divida esse valor pela relação P/L (a da empresa X é 10). 12 mais 3 dividido por 10 é 1,5.
Além de utilizar indicadores comuns como P/L e crescimento de lucros, o autor ainda adiciona o indicador Dividend Yield (DY). Ele também explica claramente como se utiliza a fórmula, uma simples conta de soma e uma divisão. No final, obtém-se uma nota.

Uma soma e uma divisão? Como perguntaria Silvio Santos: “Você tem ensino fundamental?”.
Se você possui, está qualificado para aplicar este método.

Peter Lynch: “Menos que um é ruim, e 1,5 é um bom número; mas o que você realmente estará buscando é um 2 ou algum valor superior. Uma empresa com uma taxa de crescimento de 15%, 3% de dividendos e uma relação P/L de 6 produziria um fabuloso 3.”
Parte autoexplicativa. Na prática, não encontramos no mercado valores muito distantes de 1, 2 e 3. Acima disso somente em casos excepcionais, como profundas baixas de mercado. Se você realizar a conta e encontrar uma empresa com valor maior que 3 dando sopa, reveja seus dados. Você pode estar esquecendo de ajustar algo.

Por que escolhi este método?
Porque ele reúne os indicadores que mais gosto de acompanhar: o P/L e o crescimento dos lucros. Gosto do P/L por considerá-lo um interessante múltiplo que dá uma ideia sobre o preço da ação. E gosto ainda mais da taxa de aumento de lucros da ação por preferir as empresas de crescimento. Logo, mesmo que uma empresa tenha um P/L alto, uma alta taxa de crescimento pode ser uma justificativa plausível. Para não punir empresas de dividendos (que geralmente possuem baixa taxa de crescimento de lucros), a adição do DY na equação é mais do que bem vinda.
Além disso, a fórmula é simplíssima. Pode não ser um método de altíssima precisão, mas creio que se eu fosse dedicar mais tempo adicionando outras variáveis, possivelmente o resultado final não seria muito diferente.
Como se pode perceber, a fórmula não calcula diretamente o preço de uma ação, mas sim se atribui uma espécie de nota de atratividade. Quanto maior, melhor.

Flexibilidade é a chave
Aplico o método mas tenho em mente que o investimento em ações não é um ação puramente matemática, o que abre margem para flexibilidade.
Um exemplo é a própria taxa de crescimento. Através dos lucros passados, posso ter achado um crescimento de 15% ao ano. Mas devido a algum motivo, posso acreditar que futuramente esta taxa aumentará ou diminuirá. Muitas vezes sou conservador em meus cálculos, colocando uma taxa de abaixo da taxa histórica da empresa.
Outra forma interessante é a utilização de três taxas de crescimento: a histórica, a otimista e uma pessimista, fazendo um média entre elas. A fórmula em cada caso continua sendo a mesma: uma soma e uma divisão. Então, sem pânico.
Outro sinal de flexibilidade que normalmente faço é o ajuste no valor de mercado para empresas com somas relevantes em caixa ou participações relevantes. Uma empresa que está avaliada em 2 bilhões mas que possui 1 bilhão em caixa, sem dívidas, é tratada por mim com um valor de mercado de 1,5 bilhão, pois (por conservadorismo) desconto metade de seu caixa no valor de mercado. Com um valor de mercado mais baixo, o P/L é devidamente reajustado, refletindo no valor final da fórmula. Por consequência, o contrário pode ser aplicando em empresas com dívidas relevantes. Além desse ajuste, também costumo pontuar empresas com alta margem líquida, outro indicador que gosto demasiadamente.
Em resumo, apesar de possuir uma fórmula, nada impede que o investidor adicione alguns ajustes. Uma planilha bem feita torna todo o processo bem simples de executar.

O método na prática

Souza Cruz
Comecemos aplicando o método em uma ação que é queridinha de muitos. Vejam, na imagem abaixo, os dados necessários para a aplicação da fórmula:




Fórmula referente à Souza Cruz.
Pela aplicação da fórmula, encontramos a nota 1, o que significa que o valor de mercado está no seu valor justo. Logo, apesar da empresa manter-se lucrativa e apresentar uma margem líquida satisfatória, prefiro analisar outras empresas da bolsa, ainda mais considerando que não acredito que a empresa sustentará seu crescimento de 12,5% ao ano por muito tempo.

Banco Paraná e Banco do Brasil
Considerando que os bancos maiores entregam rentabilidades aceitáveis, algumas pessoas questionam o motivo de eu ter ações do Banco Paraná. Abaixo estão os comparativos entre estes dois bancos que possuo em carteira.


Procuro limpar eventuais distorções na montagem de minhas planilhas. No caso do Paraná Banco, a empresa realizou uma série de programas de recompra de ações, tornando mais adequada a visualização do lucro por ação.


No caso do Banco do Brasil, houve um resultado explosivo em 2013, mas boa parte dele foi um lucro não recorrente devido à alienação de ações do BBSE3. Então, o gráfico acima apresenta apenas o lucro operacional.
Além disso, como o BB possui 20,9 bilhões em Cielo e 43,5 bilhões em BB Seguridade, reajustei o seu valor de mercado de 68,5 Bi para 36,3 Bi. É este o motivo da imagem acima possuir o P/L normal e entre parênteses o P/L ajustado. A informação acima não é nada obscura, haja vista que qualquer acionista sério do Banco do Brasil sabe que ele possui participações relevantes em Cielo e BB Seguridade. O restante do procedimento é matemática de ensino fundamental.

Utilizando a fórmula de precificação, chegamos aos seguintes valores:

Fórmula referente ao Paraná Banco
Fórmula referente ao Banco do Brasil
 
Observem que mesmo sendo generoso com o Banco do Brasil, seu pífio desempenho nos lucros pesou muito no cálculo, resultando em um valor próximo de 2 (o que é bom) mas bem abaixo do valor de 2,9 do Paraná Banco.

Eternit e Porto Seguro
Lembrem-se quando troquei minhas ações da Eternit pelas ações da Porto Seguro? Até cheguei a fazer uma postagem sobre esta permuta. Na época ainda estávamos com o resultado do primeiro semestre de 2014, mas queria estimar o resultado do ano todo. Para isso, simplesmente dobrei o lucro do semestre, haja vista que tanto Eternit quanto Porto Seguro são empresas que não possuem lucratividade sazonal (como a Saraiva, por exemplo, que lucra forte apenas no começo e no final de ano) e por serem empresas relativamente estáveis nos seus lucros (no final o lucro estimado mostrou-se um valor bem aproximado do valor recentemente divulgado). Com isso, tivemos os seguintes dados gerais:

 
Na época seu valor de mercado de R$4,02 por ação. Sabendo-se que a empresa paga 40 centavos por ano, seu DY era de 10%.


Houve um ajuste de acordo com a quantidade de caixa e aplicações financeiras que a Porto Seguro possui. Mesmo considerando que seguradoras são empresas com grandes aplicações financeiras, a Porto Seguro consegue se destacar das outras. Seu valor de mercado na época era de 9,8 Bi, e de caixa + aplicações a empresa possuía 6,5 Bi. É o mesmo que comprar uma padaria por 98000 reais sendo que, além de apresentar lucratividade crescente, possui em seu caixa 65000 reais. Fazendo os ajustes necessários, o P/L da empresa foi reajustado de 14 para 9,3.
Outro ajuste realizado com a Porto Seguro foi a eliminação de lucros não recorrentes de seu histórico.

Utilizando a fórmula, chegaremos aos seguintes valores:
Fórmula referente a Porto Seguro
 
Fórmula referente a Eternit



O valor final das duas empresas apresentou uma diferença pouco significativa. Entretanto, a estabilidade dos lucros da Porto Seguro e a interminável indecisão sobre a questão do amianto, além dos motivos descritos na postagem de troca, foram determinantes para a realização da permuta. Sabe-se que somente o futuro dirá se esta foi uma decisão acertada, mas, pelo menos desde a troca, Eternit despencou de R$4,02 para os atuais R$3,03, enquanto Porto Seguro atualmente está em um topo histórico de R$36,38 (ante a compra de R$30,56), além de apresentar resultados operacionais mais consistentes.

Considerações finais
Dentre os diversos métodos existentes, o que aplico é o melhor? Claro que não. Mas dentre os critérios que adoto ao analisar uma empresa (crescimento de lucros, preço e dividendos), ele se torna suficientemente capaz de estabelecer uma ideia superficial de quão atraente uma empresa está em relação ao seu preço. Lembrando que o estabelecimento de um valor (ou no caso, uma nota) é apenas uma ferramenta, não significando que ela está acima das demais.
Eu poderia mostrar uma série de notas de diversas empresas, mas desse modo a postagem possuiria um teor de indicações, o que não é a intenção. A finalidade foi compartilhar o método que utilizo para avaliar uma ação, levando em consideração seu desempenho e seu preço. Se você esperava algo muito complicado, com fórmulas complexas e dezenas de variáveis, espero não ter te decepcionado.

O que você achou da postagem? Deixe seu comentário.

PS1: Avisando que comentários contra a utilização de métodos de precificação serão moderados. Se você é contra a utilização de precificação, comente na postagem de introdução clicando AQUI.

PS2: Nenhuma das empresas mencionadas na postagem são indicações de compra/venda/manutenção. Foram apenas exemplos.

81 comentários:

  1. Muito bom, como você disse é bem simples!!!
    Att,
    Rudi

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    1. Sim, é bem simples. E há métodos mais simples ainda, como por exemplo o do Décio Bazin. Ainda não li seu livro, mas pelo que sei a precificação dele é apenas uma multiplicação dos dividendos por uma constante.
      Abraços

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    2. Olá ADP,
      Eu mesmo uso o método do Décio Bazin, com um pouquinho mais de análise de balanço.

      www.nzofinancas.blogspot.com.br

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  2. Excelente. É mais simples do que imaginava. Muito obrigado Adp por compartilhar o teu método de precificação!
    A flexibilidade realmente é o pulo do gato.
    Grato,
    BG

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    1. Olá BG,
      Olá BG,
      Sim. É simples pois minha intenção é ter apenas uma ideia geral do preço da ação sobre a performance da empresa. Como eu ainda teria que analisar os releases, teleconferências, balanços e outras questões, não poderia dedicar muito tempo a precificação. No momento o método desta postagem satisfaz o que preciso.
      Abraços

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  3. AdP,

    Excelente artigo.
    Seu método é bem simples e mais fácil de ser aplicado do que o método de precificação utilizado pelo Dimarcinho. Isso não quer dizer que o seu ou o dele seja melhor, mas o seu é bem mais simples e de fácil interpretação.

    Uta!

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    1. Olá Estagiário. Sempre bom vê-lo por aqui.
      Sim. Como você disse, mais simples que o do Dimarcinho, mas não necessariamente melhor.
      Abraços

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  4. Muito bom ADP, obrigado por compartilhar conosco.

    Abraço!
    Bagual

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    1. Obrigado você por acompanhar o blog, Bagual.
      Abraços

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  5. Interessante.

    Há outros fatores fáceis de analisar que podem contribuir para a avaliação.

    Previsibilidade dos lucros. Você segue a curva de lucros anuais e vê se está perto de ser um linha reta ascendente. Se for um U investido é ruim, ou se fizer zigue-zague também. Quanto menor o desvio-padrão melhor.

    A outra é o P/L histórico. Você faz um canal com o P/L máximo e mínimo em que a empresa foi negociada e veja se no preço atual ela está mais para baixo ou mais para cima nele. Quando mais perto do menor P/L histórico, melhor.

    Abçs!

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    1. Com certeza, II. Por isso eu fiz uma projeção dos lucros de Eternit e Porto Seguro para 2014, a fim de aplicar a fórmula.
      Também dou uma olhadinha no P/L histórico da empresa, apesar que em algumas situações o mercado altera a faixa de P/L para algumas empresas.
      Abraços

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  6. Adp,
    Como vc fez para chegar a taxa de crescimento? Fez a média aritmética do crescimento anual desde 2008? Fiquei curioso para saber como vc chegou ao valor do crescimento do banco paraná.
    Abraço

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    1. Eu calculo a média dos 3 primeiros e 3 últimos anos e faço o cálculo de crescimento sobre eles. Posso futuramente fazer uma postagem a respeito.
      Abraços

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  7. Olá ADP, muito bom seu método. Fiquei apenas com uma dúvida: Como você chegou aos 14,1 % da taxa de crescimento da Porto e qual fonte utilizou para extrair o DY 5,2%?

    Obrigado!!

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    1. Olá amigo.
      Peguei os dados de lucro da empresa desde 2008 e retirei lucros não recorrentes. Daí eu fiz o cálculo do crescimento através da média dos 3 primeiros e últimos anos. Futuramente farei uma postagem a respeito.
      O DY foi calculado com a cotação da época que fiz a troca – 30,56. Como fiz a troca no início do segundo semestre de 2014, eu somei os dividendos do primeiro semestre de 2014 com os do segundo semestre de 2013 para obter a soma dos dividendos dos últimos 12 meses. Entretanto, nesses dividendos também havia dividendos extraordinários devido a um resultado não recorrente da empresa. Eu eliminei este dividendo específico e troquei pelo de mesma data do ano anterior. De posse desses dados, calculei o DY. Parece complicado mas não é. É a simples utilização das 4 operações matemáticas.
      Abraços

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  8. De onde foram retirados os valores utilizados nos exemplos?

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    1. Os dados de lucro são retirados do site da Bovespa, no item ‘Empresas listadas’. O DY eu retiro do fundamentus.com quando são cálculos atuais ou eu mesmo calculo é referente a uma data antiga – como por exemplo Eternit x Porto Seguro – ou quando desconfio do valor mostrado pelo fundamentus.com.
      A cotação pego na Bovespa.
      É importante que o investidor saiba identificar também quando a empresa possui resultados não recorrentes. Coletar os dados recorrentes da Vale dá muito mais trabalho que coletar os dados de uma Grazziotin.
      Abraços

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    2. Falando em CGRA ... O método grita... compre CGRA compre CGRA rs rs rs... Lucro crescente, empresa estável e conservadora e com um preço irrisório, abaixo do VPA..

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    3. Anon,
      Pelo meus cálculos, Grazziotin obteve uma nota de 3,28. Bem alta, rs.
      Abraços

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  9. Fala, AdP!

    Não li este livro do Peter Lynch, mas se deu certo com ele, pode ser uma boa.

    O problema que vi é que não faz sentido, rsrsrsrs.

    Tipo, eu tb gosto de olhar o P/L. Mas ele é um número composto. Escrevi um pouco sobre ele aqui:
    http://di-finance.blogspot.com.br/2014/09/indicador-fundamentalista-pl.html

    Se fôssemos considerar um modelo de crescimento zero (pra facilitar), uma empresa (A) com LPA 2 e taxa de desconto 13,3% irá possuir o mesmo P/L de uma empresa (B) com LPA 3 e taxa de desconto 20%.

    Ambas apresentariam P/L 15, no entanto, a empresa B possui uma expectativa de crescimento maior.

    O resto do raciocínio é válido e meio que baseado em margem de segurança. Ou seja, vc procura empresas que estão crescendo ao dobro do que o mercado está precificando (segundo metodologia do Peter Lynch).

    Eu tb costumo utilizar crescimentos bem abaixo do histórico, justamente buscando essa margem. Ao mesmo tempo, não aparecem muitas oportunidades....

    Mas é um método simples e interessante. E outra: devido à simplicidade, dá até pra fazer um estudo histórico do comportamento dele.

    []s!

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  10. Ih, esquece tudo! kkkkkkkkkkk

    Eu fiz a conta com o LPA, mas o certo teria q ser com o Payout! rsrsrs

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    1. Ola Dimarcinho,
      Este método não funciona bem com empresas de crescimento zero, diminuição de lucros ou prejuízos, pois ele tende a acusar empresas deste tipo com uma nota zero. A adição do DY na fórmula ameniza um pouco para as empresas de crescimento zero, mas não para as outras. Mas como eu tenho em foco as empresas de crescimento, então não faz muita diferença para mim.
      Abraços

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  11. Bela postagem AdP.
    Eu gostaria de saber de onde vc coleta seus dados?
    Continue com seu belo trabalho!

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    1. Ola anon,
      Eu coleto os dados de lucros e cotação na Bovespa. Normalmente coleto DY no fundamentus.com, mas no menor sinal de desconfiança eu mesmo o calculo.
      A taxa de crescimento de lucros é calculada por mim. Não pego de nenhum site.
      Abraços

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  12. ADP, excelente explicação sobre o índice PEG.
    Impressionante ver como a cada novo artigo você sempre traz algo diferente e de qualidade.

    Sei que deixou bem claro ao final da postagem que o objetivo do artigo não é ficar indicando empresas, mas, mesmo assim, acho que teria sido muito legal se tivesse usado ambev e cielo nos exemplos, já que em boa parte da discussão sobre olhar ou não para o preço elas foram usadas como exemplo, inclusive por você, que tem uma delas na carteira apesar do alto P/L.

    Mas já que deixou está oportunidade passar, podemos deixar esta tarefa para o investidor livre: calcular o PEG destas duas ações.
    Mesmo que vocês nunca consigam convencer um ao outro, será legal para ele (e nós) entendermos porque, apesar de uma diferença tão profunda de visão, ambos têm ações de uma mesma empresa.

    Abraço.

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    1. Anônimo,

      Como eu fui citado, vou responder, rs. Eu invisto na Cielo simplesmente porque ela atende os meus critérios. A única coisa que importa para mim é que ela permaneça boa, afinal, a cotação segue o lucro no longo prazo.

      Abraços.

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    2. IL porque você investe eu cielo você já disse muitas vezes.
      O que estou pedindo é que faça as contas acima com cielo e ambev para entender porque o ADP investe em uma mas não na outra.
      Abraço.

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    3. Olá anon,
      Na minha última apuração, Cielo obteve nota 0,79 e Ambev nota 0,82. Como ambas são empresas de grande margem, eu adiciono 1 % dela na nota. Assim Cielo passará para 1,19 e Ambev passará para 1,14.
      Os valores não são altos. Mas eu tenho ações da Cielo justamente por ter comprado em uma época quando o P/L dela era abaixo de 8, contra os atuais 24. Meu lucro na empresa foi justamente o investimento nesta época e a reaplicação dos dividendos e pequenos aportes desde então.
      A questão de cotação seguir lucros não tem conflito algum com a precificação. Peter Lynch e Ben Grahan nunca falaram que cotação não segue lucro. Pelo contrário. Isso é um argumento que não faz sentido.
      Sabemos que um boi adulto vale mais do que um bezerro e é natural que conforme o bezerro for crescendo, ele vá se valorizar. O problema é quando o comprador tem a fé cega de que o vendedor está vendendo um bezerro pelo seu preço razoável, quando sabemos que, se puder, o vendedor vai querer vender um bezerro pelo preço de um boi adulto ou, melhor ainda, por um preço de uns 2 ou 3. Como já falei muitas vezes, é muito fácil adotar o discurso de que preço não importa em mercado baixista. Mas quando o mercado estiver na euforia, estes serão os primeiros a ver que há alguma coisa está errada neste discurso.
      Abraços

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  13. Só corrigindo meu comentário: este não é o índice PEG (P/L dividido por crescimento) mas sim o seu inverso. (Crescimento dividido pelo P/L), mas a lógica de ambos é a mesma.

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    1. Sim, é exatamente o contrário, com a adição do DY.
      Abraços

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  14. Sensacional ADP, o legal dessa fórmula é ela levar em conta o preço, DY e a taxa de crescimento.
    Dela, nos permite extrapolar um pouco o raciocínio e tentar resolver o seguinte dilema, quase milenar:
    Ações de crescimento x Ações de dividendos...
    Não quero entrar no mérito, mas existem fervorosos defensores tanto de uma quanto de outra...alguns chegam a dizer insanidades: como de que dividendos não importam!?
    ou do outro lado da moeda: a única coisa que importa é os dividendos, é o dinheiro no bolso!?
    A culpa dessa dicotomização são os 'educadores financeiros', dependendo da escola de que eles vieram...Essa fórmula é uma forma de ajudar nessa questão...E mostrar que tudo é relativo..
    Grande Abraço

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    1. PC, quando voce é socio da empresa, quando ela distribui dividendo o patrimonio dilui parte aos acionistas. nao é questao de ser melhor ou pior, é uma caracteristica! o dinheiro é o mesmo, nao foi multiplicado porque distribuiu mais ou menos.
      tem gente que gosta por causa do fluxo de caixa na conta, ou por conta do possivel maior conservadorismo, tem quem nao goste muito por causa do relativo menor crescimento de lucros, e por ai vai. dá uma pensada nestas coisas.

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    2. O que gosto da fórmula é que ela consegue equilibrar um pouco a questão de crescimento x dividendos. Particularmente prefiro crescimento a dividendos, mas não isso não quer dizer que dividendo é irrelevante. Com eles eu compro mais ações, o que faz diferença lá na frente.
      Abraços

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    3. Sim Icaro, eu sei...
      Acho que vc não entendeu o que eu quis dizer...rs.
      O que vc escreveu está absolutamente certo.
      Atente para o fato de que existem empresas de crescimentos que não crescem tanto assim... Existem empresas que mesmo pagando médios payouts, mesmo assim pagam bons DY e ainda possuem um crescimento moderado... Existem empresas de dividendos que pagam excelentes dividendos as custas de 100 de payout e tem crescimento negativo....

      tudo é relativo... o investidor tem que ponderar tudo isso.

      Existem excelentes empresas de crescimentos e excelentes pagadoras de dividendos...

      Para saber qual é melhor tem que por na ponta do lápis...

      Grande Abraço

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  15. AdP, parabens pelo post! Particularmente acho que a formula nao se enquadra bem com empresas de baixo crescimento e payout alto, mesmo considerando DY... Acho que dá pra considerar, ao inves de taxaCrescimento, um misto de taxaCrescimento com payout, mas nao vejo ou conheço uma derivacao da formulação inicial que leve isto em conta.
    voce tambem tem esta impressao? o que acha?

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    1. Lembro que no infomoney já houve discussão parecida.
      A fórmula não funcionaria muito bem com empresas de baixo ou nenhum crescimento nem com as de fortíssimo crescimento, só com a faixa do meio.
      Uma empresa de crescimento zero e 100% de pay out deveria ter que P/L ?
      Pela lógica, um P/L que garantisse selic + prêmio de risco. Pela fórmula, valeria zero, o que não faz nenhum sentido.

      Mas como o ADP colocou, esse é apenas uma das muitas formas de precificacao. Apesar de boa, não serve para todos os casos. Para esses outros casos, deve-se buscar outro método.

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    2. Icaro e anonimo,

      Eu fiz um estudo que aborda justamente a relação P/L, Crescimento dos Lucros, Payout e rentabilidade.

      http://economicamenteincorreto.blogspot.com.br/2014/04/estudo-definitivo-crescimento-dos.html

      Repare que o estudo fala em rentabilidade "esperada" alterando apenas estas variáveis, sem alterar outras, como taxa de juros, macro-economia e expectativas das empresas. Neste estudo percebe-se que empresas de crescimento, mantidas as taxas e expectativas de negócio, não tem uma influencia tão forte do P/L naa rentabilidade esperada (esta não se altera tando proporcionalmente ao P/L). Já a rentabilidade das empresas de crescimento baixo ou nulo, com alto payout, é fortemente impactada dependendo do P/L no período.

      O P/L é um indicador que tem relação direta com DY, ou seja, quanto menor o P/L maior o DY (considerando a manutenção do Payout), portanto empresas sem crescimento e alto DY deveriam ter o P/L menor que o DY para o índice ser maior que 1 o que me parece ser o caso (vide o exemplo da Eternit no post).

      Abraços

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    3. Icaro,
      Sim, concordo também que a fórmula é mais eficaz com empresas de crescimento do que com empresa de dividendos. Mas mesmo assim ainda acho que a adição do DY na fórmula ainda consegue dar uma ideia sobre as empresas de dividendos. Um exemplo foi o empate técnico entre PSSA3 e ETER3.

      Anônimo,
      Pois é, empresas com lucratividade ‘fixa’ ou com crescimento muito forte geraria distorção. Por isso flexibilidade é importante.

      EI,
      Obrigado pela contribuição.

      Abraços

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    4. Anon 20:57,

      uma empresa com payout 100% e crescimento zero é como se fosse um cupom. Vai depender do custo de oportunidade do mercado. Se fosse atualmente, com a SELIC na casa dos 12,75%, o P/L seria:

      1/0,1275 = 7,84

      Mais detalhes:
      http://di-finance.blogspot.com.br/2014/09/indicador-fundamentalista-pl.html

      []s!

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    5. E o prêmio por risco não entraria na conta?

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  16. Parabéns AdP.

    Um método simples e fácil que eu não conhecia.
    Para mim a simplicidade é o segredo.

    Abraços!

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    1. Olá Simplivest,
      Também prefiro as coisas simples.
      Abraços

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  17. ADP, esta metodologia me parece muito bom. Eu li o livro do Peter Lynch e entendo que é um método válido, desde que se utilize esta metodologia de forma mais sistemática para compra e venda.

    Como comentei no outro post da introdução, eu não considero que seja tão significativo para B&H, pois o preço ou índice, exemplo Paraná banco 2,9 e Banco do Brasil 1,9, certamente embute outros riscos de sustentabilidade do negócio ou sistêmicos, portanto no longo prazo (mais de 10 anos) nada garante que comprar Paraná Banco com índice 2,9 é melhor que comprar BB por 1,9. Mas esta é uma longa discussão e não significa que usar ou não precificação é melhor ou pior, meu ponto é que ambas as abordagens fazem sentido, e depende mais do perfil do investidor.

    Minha única observação é que esta fórmula é válida principalmente para mercados mais maduros e estaveis, como os EUA. Como a inflação e as taxas de juros são infinitamente menores, é aceitável que haja um indicador P/L maior, afinal a rentabilidade real em RV esperada é menor que aqui no Brasil.

    Acho que valeria um estudo mais aprofundado considerando estes fatores e a realidade brasileira.

    Abraços e parabéns pelo post.

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  18. Olá EI,
    O fato de uma estar com 2,9 e a outra com 1,9 não significa que há garantias de que a primeira renderá mais que a segunda. Entretanto, não há nenhum método com garantias na renda variável, seja aqui nem lá fora. Ninguém que mexe com precificação afirmou isso e eu mesmo escrevi isso algumas vezes nas postagens. Logo, poderíamos utilizar o argumento de garantias para qualquer método, mesmo para aqueles que não utilizam precificação.
    A intenção não foi trabalhar com garantias, pois isso é loucura. A ideia foi pontuar as empresas de forma que aquelas que se enquadram nos meus critérios tenham mais pontos do que aquelas que se distanciam dos meus critérios. No caso da postagem, meus critérios são baseados em taxas de lucro, dividendos e preço, podendo incluir participações relevantes em caixa e margem líquida. Logo, baseado nos meus critérios, não faz sentido eu comprar uma empresa que atende menos que uma outra. Todos fazemos isso quando investimos em ações. Escolhemos as empresas que atendem aos nossos critérios. Sobre estes bancos, por exemplo, tem gente que não compra banco pequeno. Isso é um critério pessoal e não deixa de ser precificação, pois quem faz isso acredita que o risco é alto demais independente do valor que se paga.
    Abraços

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    1. ADP, concordo com você e reforço o que você disse, não há garantia nenhuma em RV, em nenhum dos casos, seja na escolha pelo preço ou pela qualidade puramente. Eu quis apenas reforçar isso, pois tenho certeza que algumas pessoas enxergam que ao comprar uma empresa mais barata (usando o método que for), automaticamente ele está aumentando a chance de ter rentabilidade superior, o que na minha opinião não é necessariamente verdade.
      Abraços

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    2. Isto já está mais do que reforçado na postagem, amigo. O cara que procura por garantias na bolsa vai tomar na cabeça.
      Abraços

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    3. Pois é, mas não duvide do ser humano, tem muita gente que não pensa assim

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  19. Li o livro do Peter Lynch, mas acredito que era um método adequado apenas a bolsa americana (e suas infinitas empresas listadas). Aqui são raras as oportunidades de uma ação com fundamento se multiplicar por 10 em 10 anos por exemplo. Aqui é raro até uma empresa boa ficar listada por 10 anos (OPA). Acontece que lá Peter Lynch tinha um fundo que como todo fundo, tem limites de alocação. Porém ele procurava ações que mesmo alocando 0,1%, ao se multiplicar de valor por 10, 20 ou 50, correspondia a mais de 1% do rendimento total do fundo.

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    1. Concordo Regra 1, os fundos, como os do Peter Lynch, tem regras muito firmes sobre a participação (uma empresa não pode representar mais de x% do fundo ou o fundo não pode ter mais de y% de uma empresa). Com isso ele era obrigado a diversificar, já que o fundo era muito grande.
      Além disso, ele tinha no fundo cerca de 1500 empresas, apesar de uma concentração em cerca de 200 (se não me engano estas 200 eram mais de 90% da carteira), mas me parece que grande parte do sucesso dele para bater o S&P 500 era por acertar nas "tenbaggers", que normalmente são empresas que não estão no S&P 500 e estão fora do radar dos investidores.
      Minha percepção é que é muito complicado replicar aqui no Brasil qualquer pois aqui não temos mais de 20 ou 30 empresas que prestam e todas estão nos radares da maioria dos investidores institucionais.
      No caso dele, para uma das muitas tenbaggers, não importava muito o preço pago, pois para um papel que multiplica por 10, que diferença iria fazer o preço?
      Abraços

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    2. Acho que vocês estão confundindo as coisas. Ninguém está querendo replicar o desempenho de Peter Lynch ou imitá-lo. Seria muita inocência acreditar que Peter Lynch identificava suas tenbaggers através de uma conta com uma soma e uma divisão. Este cálculo que ele falou em seu livro foi apenas um rápido comentário de 4 parágrafos, que não significam nem 0,5% do conteúdo do livro.
      Uma coisa é a técnica de Peter Lynch, que com certeza absoluta é muito mais ampla e complexa que a utilização de uma soma e uma divisão. Outra é a conta desta postagem, que claramente é sugerida para ser utilizada por pequenos investidores. O cara que acha que vai sair acertando as tenbaggers da bolsa com esta conta merece tomar na cabeça.
      Por favor, não confundam o fundo de Peter Lynch e suas técnicas com esta fórmula.

      "No caso dele, para uma das muitas tenbaggers, não importava muito o preço pago, pois para um papel que multiplica por 10, que diferença iria fazer o preço?"
      Eu não entendi muito bem esta passagem. Não importa o preço que ele pagou pela ações? Mas não é esse exatamente o que fez com que ele conseguisse uma rentabilidade média de 29% ao ano durante 10 anos? Ou isso não importou?

      Abraços

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    3. ADP, você tem razão, é impossível replicar e está claro que não é este o objetivo nem do texto e nem do comentário.

      Sobre o trecho, acho que está claro que estou falando das tenbaggers e não da rentabilidade do fundo e do histórico. Sinceramente não sei dizer o que influenciou mais a rentabilidade do fundo, se foi o preço pago por ações individuais ou a composição adequada da carteira em cada momento. Ao que me consta é um fundo ativo, portanto preço e composição fazem muita diferença, muito diferente dos investidores Buy & Hold.

      O que falei sobre as tenbaggers é diferente. Quando você encontra uma empresa e ela se torna tenbagger, não importa muito o preço que pagou na compra inicial. Exemplo, comprou por 1 e virou 10. Faz muita diferença se ao invés de comprar por 1 comprou por 1,3 (30% mais caro) se no final chegou em 10? Sinceramente é mais importante (e difícil) encontrar a possível tenbagger do que decidir se compra ou não por precificação, até porque normalmente uma possível tenbagger é uma empresa que ainda não está madura o suficiente para ser precificada pelos resultados passados ou por métodos quantitativos.

      Abraços

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    4. EI, faz diferença sim, e muita. Já que para você a diferença de preço não importa, por que em um universo entre 1 e 10, você escolheu um valor próximo de 1, que no caso é 1,3? Por que não 2? 3? 5?

      Indo uma ação para 10, uma compra de 1 simboliza uma rentabilidade de 900%. Já uma compra de 1,3 simbolizará uma rentabilidade de 669%, ou seja, uma diferença de 230%.
      Colocando 100k de investimento, a primeira compra deixará o investidor milionário, enquanto a segunda o deixará com 769k. Eu não considero uma diferença de 230k como algo desprezível.
      Além disso, como disse, a escolha de 1,3 foi uma escolha não conveniente, haja vista o universo de espaço entre 1 e 10. Uma pessoa que compra por 2 sairá com 500k. A que compra por 3 sairá apenas com 333k. E olha que 3 é apenas 2 casas de distância do 1!!!! Veja a tremenda alteração no final que é causada pela compra inicial. Por isso eu falo, o preço de compra importa sim. E considerando as contas que citei aqui, percebe-se que importa até para os pequenos investidores.

      "Sobre o trecho, acho que está claro que estou falando das tenbaggers e não da rentabilidade do fundo e do histórico."
      Eu citei a rentabilidade do fundo dele pois você falou que o preço que ele comprou não faz diferença. Mas como assim, ele conseguiu 29% ao ano! Você está considerando a hipótese dele ter conseguindo 29% ao ano com alocações em um fundo contendo centenas de ativos? 29% apenas alocando uma carteira com milhares de ativos, tendo que cumprir diversas regras de alocação, e não por causa das dezenas de multiplicadoras que ele obteve (ele conseguiu até empresas que multiplicaram por 50 ou mais)?

      "Sinceramente é mais importante (e difícil) encontrar a possível tenbagger do que decidir se compra ou não por precificação, até porque normalmente uma possível tenbagger é uma empresa que ainda não está madura o suficiente para ser precificada pelos resultados passados ou por métodos quantitativos."
      Ok, mas quem está citando esta questão de tenbaggers é você. A postagem foi sobre o método de precificação que uso. Em algum momento falei que dá para acertar tenbaggers com a fórmula? E em algum momento Peter Lynch disse que com a fórmula podemos acertar tenbaggers? Ninguém disse que a fórmula é mágica. Eu não sei por que você está citando isso.

      Abraços

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    5. ADP, você esta distorcendo o que eu disse.

      Vamos separar as coisas.

      1) rentabilidade de 29%: esquece isso, não tente explicar com precificação. É um fundo ATIVO. Fundos ativos são altamente impactados por preço e timing, compondo a carteira adequada de acordo com o momento do mercado. Digo mais, fundos como esse movimentam o mercado então esqueça essa história dos 29%.

      2) tenbaggers. Eu citei 30% de diferença porque é uma volatilidade media em um ano. O que quero dizer é que a decisão de comprar ou não por preço, em um período de 1 ano. Pode ter subido para 1,3 e caido para 1 em um ano e o investidor fez um excelente trabalho de comprar no fundo.

      ja comprar por 2 ou 3 ou 5, isso é timing e não valuation. Se comprou por 2 ou 5 é porque não conseguiu identificar o potencial quando estava 1 ou 1,3. Nao tem nada a ver com valuation, mas com timing.

      É claro que no final vai fazer diferença comprar por 1 ou 1.3, mas deve ficar claro que a diferença continua sendo de 30% ou 230 p.p., e nao 230%. Portanto é a mesma diferença do momento da compra.

      o que quero dizer, quando digo que não faz diferença, é que é melhor comprar por 1.3 que nao comprar. A decisão de não comprar por 1.3 porque está caro pode custar muito mais caro se nao comprar e o preço continuar subindo.

      Acho que a conversa foi para um lado inadequado. Meu objetivo nao era criticar a precificação mas me parece que não existe meio termo.

      Abraços

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    6. Só um adendo, eu citei as tenbaggers em outro contexto e não foi objetivo confrontar o post. Desculpe se não é desejável que outros assuntos aflorem nos comentários se nao estiverem explicitamente citados no post.

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    7. Que nada, amigo. Estamos aqui para dialogar. Suas considerações são pertinentes e enriquecem o espaço. Só não concordo totalmente com elas, mas divergências são comuns. Sinto-me confortável conversando com você, que pelo menos leu o livro do Peter Lynch (de onde tirei alguns parágrafos para esta postagem) e outros livros, do que conversar com alguém que não leu nada e fala coisa sem qualquer sentido.
      Abraços

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  20. AdP, como vc calculou o DY ? foi histórico?

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    1. Olá amigo,
      O DY atual eu pego do fundamentus.com ou calculo quando desconfio do valor divulgado pelo site. Quando preciso pegar o DY do passado, eu também calculo.
      Abraços

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  21. Parabéns pelo post. Já li o livro de Peter Lynch e estou aos poucos tentando compor minha carteira conforme alguns conceitos dele (este inclusive) e de outros livros que já li. Achei interessante que trata-se da mesma formula que é utilizada pelo Neff a qual ele chama de GYP (Growth + Yeld / P/E).
    Abraços.

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    1. Pronto, aí está então a fonte da fórmula. Obrigado pela informação. Isso mostra que eu ainda tenho muito a aprender.
      Abraços

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  22. ADP, boa tarde.

    Como calculo o PM da CIEL depois que recebi as bonificações? Possuía 400 e recebi 80.

    Obrigado!!!!

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    1. ADP,

      Tenho um questionamento parecido com o do Anônimo. Basta lançar as novas ações da CIEL3 na planilha de registro ao preço de 1,59, deixar a coluna dos custos zerada e atualizar a quantidade?

      Abraços!

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    2. Exato, IL. Lance como se fosse uma compra a custo zero.
      Abraços

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    3. ADP,

      Ok, muito obrigado pelo esclarecimento.

      Abraços.

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    4. ADP,

      O meu PM baixou com a nova "compra". Você sabe dizer-me por que a Cielo, ao contrário do Itaú, por exemplo, fez a sua bonificação determinando um valor tão baixo para as novas ações?

      Abraços.

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    5. Nobre IL,
      Como por estatuto as ações de Cielo não possuem valor nominal, as emissões de ações não possuem um valor fixo, como por exemplo ocorrem com as ações da Cemig, onde as emissões sempre ocorrem por 5 reais cada (pelo estatuto atual).
      O valor da emissão de 1,59 foi determinado pelo valor a ser apropriado na conta Capital Social (500 milhões) e pela quantidade de ações emitidas (314.446.188).
      Bonificações em sua maioria das vezes abaixam o PM. Lembre-se que seu PM baixou mas a cotação no bolsa também baixou. Tributariamenente falando, se você for vender as ações, terá que pagar menos imposto após a bonificação do que antes da bonificação.

      Taí um belo assunto para uma postagem.

      Abraços

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  23. Muito legal ADP,

    Simples, direto e consistente.. Obrigado por divulgar!
    Abcs
    LB

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    1. Vindo do Barsi, é uma honra, mesmo considerando os escorregões recentes, hehehe.
      Abraços

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  24. Excelente post e método! Sempre me perdi incluindo dezenas de indicadores e variáveis. Recentemente tenho pensado muito em criar um método mais simples.

    O post do Soul e o seu acabam de me dar o incentivo que precisava para estudar ainda mais e criar um método que me agrade!

    Como disse Da Vinci: "Simplicidade é a extrema sofisticação"

    Um abraço!!

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    1. Que bom que eu tenha ajudado de alguma forma, IC.
      Abraços

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  25. Amigos, alguém aqui utiliza, já utilizou, pretende utilizar, a planilha proposta por Portinho em seu livro "Investimentos para não especuladores" - adaptação do método INI. O que acharam?
    Achei bem interessante a abordagem: evolução dos principais indicadores fundamentalistas e relação entre P/PL histórico e evolução dos lucros e tals. É que não vi ngm. comentando pela blogosvera.

    Paulo Cesar

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    1. Olá Paulo,
      Eu li este livro e acho o método interessante. Acho que o problema é coletar os dados, mas é só questão de conseguir a fonte certa.
      Abraços

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  26. Se for pensar assim a cmig3 vai dar uma bela compra p/l = 6 crescimento por baixo 8%, div yield 23% teremos por volta de 5. Abraço

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    1. Sim, mas é preciso verificar se é factível a manutenção deste DY e desta taxa de crescimento.
      Abraços

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  27. Adp, muito bacana o post. Gostaria de entender melhor o raciocínio atribuido para BBAS. No relatório financeiro do banco, na parte de investimentos, temos números bem mais modestos do que os 21 bi da Ciel e 43 bi da BBSE. Como a participação acionária do banco nestes investimentos entra no balanço? Grande abraço

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    1. Ela entra no balanço pelo seu preço de custo, ou seja, não são atualizados. Na postagem eu faço um ajusta de metade do valor de mercado da empresa.
      Abraços

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  28. Interessante o método e como você disse dá pra incluir variáveis próprias nesta simples fórmula afim de apurar ainda mais o resultado... Já pensei em um bocado de coisa...

    Valeu!

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  29. Excelente artigo! E o método é sensacional, muito simples por sinal, o que facilita muito o aprendizado.

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  30. Muito bom o post ADP. Obrigado por compartilhar.
    Para cálculo da m[edia utlizando um hip[otese otimista e uma epssismista, você altera apenas a taxa de crescimento ou altera alguma outra variável?
    Obrigado.
    Abraços

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  31. Amigo, obrigado pela postagem. Uma dúvida em relação à coleta de dados...no fundamentus, em indicadores fundamentalistas tem um ítem, "Cres. REC" que é o crescimento da receita líquida dos últimos 5 anos... eu poderia utilizar esse em relação ao lucro líquido? ou teria que pegar o lucro líquido do ano, e ver em relação ao do ano passado o quanto cresceu? obrigado

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    Respostas
    1. Olá Léo,
      Poderia não, pois receita e lucro são coisas diferentes. Eu costumo anotar os lucros da empresa em uma planilha onde tenho uma fórmula que faz o cálculo para mim. A metodologia do cálculo que utilizo é explicada nesse link:
      http://fundamentus.com.br/pagina_do_ser/txdecrescimento.htm

      "ou teria que pegar o lucro líquido do ano, e ver em relação ao do ano passado o quanto cresceu?"
      Como pode ver no link que deixei, apenas o crescimento de um ano para outro não é adequado. Pegue cerca de 7 anos para fazer o cálculo.

      Abraços

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