sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Concursos públicos – Durante a prova



Na postagem de Introdução desta série foi falado que eu compartilharia com vocês algumas experiências que obtive no percurso para me tornar um servidor público.
Finalmente chegamos à última postagem da série, onde reuni algumas dicas importantes a serem levadas no dia da prova. Prepare-se pois esta será a postagem mais longa.


Não se preocupe com os apressadinhos
Todo edital possui uma regra onde, por exemplo, a prova possui a duração de 5 horas com os candidatos podendo sair a partir das primeiras 2 horas. E o que acontece no dia? Após a prova, um batalhão de pessoas se levanta após as primeiras 2 horas de prova. Neste momento de saída de candidatos, alguns sentem um aumento de carga de estresse. Eles ficam imaginando que estes apressadinhos devem ter se saído muito bem na prova, enquanto você nem chegou na metade. E a cada pessoa que levanta para sair, o referido candidato preocupadamente gira a cabeça para olhar a saída da pessoa, levantando hipóteses sobre os apressadinhos enquanto a sua preocupação deveria ser unicamente a prova.
Tenha uma certeza: na teoria, ou estas pessoas são supergênios ou são pessoas despreparadas que marcaram qualquer coisa. Na prática, garanto a você que praticamente todos (senão todos) são do segundo grupo. Portanto, tente ignorar completamente estas pessoas que saem antecipadamente. Toda vez que você ouvir pessoas se levantando para entregar a prova, não se dê o trabalho de perder sua concentração. Tenha em mente que os apressadinhos servem apenas para engrossar a relação candidato/vaga.

Utilize todo o tempo disponível para resolução da prova
Mesmo que você seja muito bom e termine a prova antes do tempo, vale uma regra de ouro: utilize TODO o tempo disponível da prova. Faça revisões e releia todas as questões. Se tiver muito tempo sobrando, finja que a prova está em branco e refaça questão por questão. Em geral, os concurseiros que se tornam concursados estão entre aqueles que saem por último da sala de aula. Então na próxima vez que você fizer a prova e esgotar o tempo, saiba que os candidatos que ficaram até o final com você serão seus verdadeiros concorrentes, ao contrário dos apressadinhos. 
 

Lugar de sentar é pouco relevante
Uma das preocupações que acometem os candidatos está na escolha do local de sentar na sala onde se vai fazer a prova. Os candidatos em geral têm preferência em sentar nos fundos para ficarem longes dos olhares dos monitores. Entretanto, o candidato que sentar na área dos fundos da sala terá maiores distrações por ter em seu campo de visão os outros candidatos, cada um fazendo um movimento diferente. Quem sentar na frente terá menores distrações, mas alguns são acometidos pela curiosidade em saber o que está acontecendo na sala.
No final das contas, para quem estudou e se preparou para a prova, o local onde sentar acaba sendo praticamente irrelevante. Não interessa o que está acontecendo na sala. O que interessa é a prova e apenas ela. Particularmente gosto de sentar na parte da frente, mas não me incomodaria de sentar em qualquer lugar da sala.
Ultimamente muitas bancas estão marcando nas carteiras o nome do aluno que ocupará o lugar. Por isso você precisa ter em mente que o lugar onde sentar deve ser a menor das preocupações, pois se estressar por causa do local que a banca determinou que você precisa obrigatoriamente sentar é começar a fazer a prova com o pé esquerdo.

Colar!? Nem pensar
Colar em uma prova é uma das piores coisas a se fazer. A pessoa que não sabe de uma resposta deve reconhecer a situação e com isso arriscar um chute ou deixar a questão em branco.
Para aqueles que não se convenceram com a recomendação acima, vamos pensar matematicamente sobre o assunto. Hoje em dia não é raro encontrarmos um concurso onde a relação candidato/vaga seja de 200 pessoas por vaga ou até mais. Imaginemos que em cada sala caibam 40 pessoas. Isso significaria que em cada 5 salas, matematicamente teremos apenas 1 candidato que passará no concurso. Qual seria a possibilidade deste candidato estar em sua sala e, ainda por cima, cair em uma carteira que estará próxima o suficiente que permita que você cole? A possibilidade é real, mas baixíssima, de forma que é muitíssimo mais provável que os 8 candidatos que estão te cercando serão reprovados.
Além disso, há o risco de você ser pego por um monitor por estar colando e por isso sua prova retirada. Pior ainda seria o caso do monitor, que não contente em apenas retirar sua prova, retirar a prova também da vítima de cola, que não tinha nada a ver com sua falta de estudo.
E não subestime a capacidade que as bancas possuem em detectar as colas. Elas sabem muito bem que celulares e equipamentos similares são extremos facilitadores de cola, de modo que elas pedem na entrada da sala de aula que você retire todos os equipamentos eletrônicos de seu corpo (até o relógio de pulso, mesmo que de ponteiro), inclusive retirando a bateria. Se um celular desligado tocar o alarme no meio da prova, você será “convidado” a se retirar. Já ouvi casos de concursos onde a Polícia Federal estava indo de sala em sala com um equipamento detector de transceptores, de modo que mesmo que alguém tivesse alguma escuta escondida, esta poderia ser descoberta.

Olhe todas as alternativas
É comum, durante a prova de múltipla escolha, quando nos depararmos com uma questão onde a resposta correta é a letra a), irmos para a próxima questão sem nem ao menos olharmos para as outras alternativas. Mesmo tendo certeza sobre a resposta a), recomendo por experiência própria que você dê pelo menos uma olhada rápida nestas outras alternativas, pois há a possibilidade destas alternativas mostrarem que você está equivocado sobre sua certeza.

Nos chutes, utilize a técnica da eliminação
Esta técnica é muito simples e largamente conhecida, mas não poderia deixar de comentá-la. Nas questões onde você não tem certeza sobre a resposta, vá eliminando as mais absurdas. Se em um conjunto de 5 questões você eliminar 2, suas chances de acertar a questão passarão de 20% para 33,3%.
Mesmo nas questões onde você tem dúvida em todas as alternativas, vale fazer um esforço redobrado na interpretação e no entendimento da questão para eliminar alternativas. Qualquer eliminação contribui para o sucesso do concurso.

Não perca muito tempo com as questões difíceis
Ao contrário dos concurseiros iniciantes, os veteranos sabem que cinco horas de prova não é um tempo onde o candidato pode se dar ao luxo de desperdiçar. Quando você se deparar com uma questão considerada difícil, ou seja, você nem ao menos entende o que ela está pedindo, não sabe resolver ou não sabe os conceitos, não tenha medo de pular. Priorize as questões mais fáceis, deixando as mais difíceis para depois. Ignorar esta dica fatalmente o levará a gastar muito tempo em questões que você tem alta chance de errar, o que acaba elevando seu estresse e aumentando as chances de você errar as questões de resolução fácil.

Não perca tempo
Este é o quarto tópico envolvendo tempo, demonstrando que sua administração é um pilar essencial no sucesso.
Parece uma óbvia loucura dizer isso aqui, mas é preciso reforçar que prova não é lugar para refletir sobre o que aconteceu ontem a noite, sobre suas dívidas ou sobre sua discussão com seu cunhado. Você não pode se dar ao luxo de desperdiçar um segundo sequer. Depois de preparar-se por anos, o grande momento chegou. Não haverá espaço para qualquer assunto além das questões da prova. Policie-se durante a prova para que você não perca tempo.

Chegar antes do horário...
Este é um princípio básico não só para o concurso como também para qualquer fato importante na sua vida. Se a prova está marcada para um determinado horário, programe-se para chegar pelo menos uma hora antes. Isso se você souber exatamente onde fica o local, assim como as conduções que chegam a este local. Se você não sabe onde fica, o ideal é que você faça um reconhecimento uma semana antes. Se não possível, programa-se para chegar mais cedo ainda. Qualquer possibilidade de sabotar seu dia, como por exemplo greve do transporte público, é motivo para você se programar para chegar mais cedo ainda

...mas entrar nos últimos instantes
Esta dica está sendo dada por minha experiência pessoal. Quando, por exemplo, o local da prova é em uma escola, eu me programo para chegar bem antes do horário previsto. É comum que, nestes concursos, supondo uma prova que se inicia às nove horas, esta escola já esteja com seus portões abertos desde as 8 horas. E o que boa parte dos candidatos fazem? O quanto antes entram, se identificam e chegam à sua sala como todo bom candidato deveria fazer. Entretanto, não faço isso.
Não faço isso pois quem já fez um concurso que tem 5 horas de duração sabe o quão desconfortável fica a cadeira ao ficar horas e horas sentado. Se você entrar na sala de aula 40 minutos antes de começar a prova, esta prova começará com considerável desconforto.
Por isso, o que costumo fazer é chegar ao prédio da prova antes, mas enrolar na rua até uns 10 ou 5 minutos antes da prova começar. O tempo entre minha chegada ao prédio e a entrada na sala de aula é gasto em um estudo ligth.

Banheiro
É importante que você, mesmo que não esteja com vontade, dê uma passada no banheiro. Não há nada mais desconfortante que pedir para ir ao banheiro durante uma prova que você se preparou por meses para fazer. Além disso, o tempo perdido na ida ao banheiro durante a prova é precioso. Tenho um amigo que fez isso e, no final da prova, acabou entregando a redação com a conclusão não passada a limpo. O tempo que ele gastou no banheiro seria suficiente para terminar a prova. A nota que ele tirou na redação foi baixa, de modo que ele não passou no concurso devido às suas urgentes necessidades fisiológicas.
Se você passou no banheiro antes mas mesmo assim der vontade de ir durante a prova, não perca tempo. Vá! Pior do que perder tempo indo ao banheiro é tentar resolver a prova com o corpo querendo satisfazer necessidades fisiológicas.

Atenção às pegadinhas
Cuidado com as pegadinhas maldosas das bancas. Para se prevenir, analise as provas anteriores da banca de forma que você capte o seu estilo de confeccionar as questões. Além disso, preste bastante atenção sobre o que realmente a questão está perguntando e pedindo. Se restar alguma dúvida, releia a questão 2, 3, 4 vezes, até entender exatamente o que ela quer.

Redação
Nada mais preocupante que a realização de uma redação. Por mais que você se prepare, pode acontecer de cair um tema no qual você não possui os conhecimentos básicos para explorar. Como o processo de avaliação de redação atual está bem mais evoluído, o avaliador de hoje sabe muito bem quando o escritor conhece do assunto ou está fazendo um “enrolation”, o que acarreta na perda de pontos.
Um preparo mínimo é necessário. Não pense que você será um bom escritor somente porque é um bom leitor. Além de cursos, recomendo a também leitura livros que ensinam técnicas de redação.
Os concurseiros veteranos pregam que o candidato tem que fazer a redação de primeira e à caneta, pois o tempo que se perde no rascunho e depois passando a limpo é enorme. Para chegar a este nível, você precisa aprender técnicas e treinar, treinar, treinar.

Levar biscoito? Água?
Alguns candidatos levam uma garrafa com água e um biscoito para a prova. Particularmente acho irrelevante esta questão. Prefiro não levar pois consigo ficar horas sem consumir. Além disso, o barulho da embalagem do biscoito sendo aberto acaba me incomodando um pouco durante a prova, situação que não desejo para meus concorrentes.

Cartão-resposta
É mais comum do que parece o candidato enrolar-se na hora do preenchimento do cartão-resposta. Ele vai marcando e quando percebe marcou 10 questões no local errado. Preste bastante atenção no preenchimento de seu cartão. Faça com calma. Não passar em um concurso por causa de uma besteira dessas é merecer.

Não se intimide com os seus concorrentes
Concurso é muito mais do que apenas sentar na cadeira, marcar questões e ir embora. Há concorrentes que armam um terror psicológico antes mesmo da prova começar.
Uma situação muito comum acontece quando duas ou mais pessoas começam a discutir sobre as matérias da prova. Só que esta conversa acontece antes da prova começar, em voz alta e em um local com concentração de candidatos, como por exemplo na calçada do prédio do local da prova. A razão é a tentativa de mostrar um conhecimento acima dos demais. Esta tática consegue causar efeitos negativos em algumas pessoas.
Outro fato comum é alguém querer puxar assunto contigo. Você acaba sabendo que a pessoa supostamente está há anos estudando, fez N cursos, contratou os melhores professores e leu dezenas de livros.
Há, inclusive, grupos para a finalidade de intimidar os outros candidatos. Muitos cursinhos são craques nisso. Já vi cursinhos distribuindo camisas com os dizeres “Uma vaga já é minha” para os seus alunos. Já vi cursinhos montarem barracas para reunir os alunos, fazendo uma torcida semelhante àquela que jogadores fazem antes de um jogo começar (aquela onde todos ficam dispostos em um círculo, juntam no centro as palmas das mãos do grupo e depois levantam todos ao mesmo tempo ao som de gritos). Parece besteira, mas estas situações podem afetar alguns candidatos, que se sentem inferiorizados ao presenciar aparente organização e zelo.
No entanto, tenha em mente que na hora da prova camisas com dizeres especiais e grupinhos não ajudam a solucionar as questões. É cada um por si.

Então amigos, com esta postagem finalizo esta série. Espero que estas postagens tenham sido de algum proveito. Peço desculpas pela demora desta última postagem, mas pelo menos ela saiu. Quaisquer outras dicas que vocês queiram dar fiquem a vontade nos comentários.

16 comentários:

  1. Ótimas dicas! Eu só tenho uma sugestão / contribuição no item que comenta sobre o lugar para sentar: apesar de parecer irrelevante, pode fazer diferença. Exemplo: ficar sentado exatamente onde o ar gelado do ar condicionado desce. Num dia quente pode parecer maravilhoso, mas se for um ar potente você pode se pegar tremendo de frio com 1 ou 2 horas de prova.

    Ou o inverso: sentar próximo a uma janela e ficar recebendo raios solares diretamente por horas a fio. Já sofri com as duas situações, tanto que hoje em dia eu procuro analisar rapidamente a sala e a posição das cadeiras antes de me sentar para evitar estas situações.

    Todos os outros itens eu concordo, principalmente em relação a administração do tempo!

    Um abraço

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    1. Olá IC,
      Sim, e verdade. Depois que você e os outros comentaram, me liguei nestes aspectos de posicionamento da sala. Eu mesmo já fiz prova com luz do Sol e foi tenso. Tinha me esquecido deste detalhe. Com o tempo vou dar um edit na postagem.
      Abraços

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    2. Nem sempre pode se escolher onde sentar. Mas se puder, sente sempre longe do local de recolhimento das provas, porta de saída/entrada, de preferência no fundo da sala onde ninguém bota o pé na sua cadeira. Local ventilado, protegido do sol. Na verdade, você deve buscar o local onde menos fatores externos podem te atrapalhar.

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  2. Fiz vários concursos só por fazer, sem estudar e pela experiência e algumas dicas que citou comecei a aparecer na lista, mas não ser chamado(serve só pra alegrar o ego) até que me dediquei e em 2 concursos de banco(chamado em ambos) e concordo com a maioria das dicas, menos com a do banheiro, numa prova de 4-5 horas vou ao banheiro até 2 vezes, pra mim da uma liberada no stress...e com a dica do lanche e da água, como acostumei meu corpo a comer no maximo de 3 em 3 horas, levo ao menos um chocolate e uma garrafa de água...

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    1. kkkkkkkkk. Se libera seu stress, então vale a pena ir.
      Nos concursos que fui eu nunca fui ao banheiro. Nunca precisei e me programo para não ir. Mas se eu precisar, eu iria com certeza.
      Fome eu não sinto durante a prova. Sinto só depois que entrego a prova.
      Abraços

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    2. Fazes mal. Com 5/6 horas de prova é sempre bom levantar um pouco para liberar a circulação e respirar. Além disso, você realmente distensiona alguns músculos. Se você ainda faz concurso, se programe para ao menos uma ou duas vezes ao banheiro, nem que seja para passar agua no rosto.

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    3. Não faço mal não, amigo. Já fiz diversos concursos e em relação à resistência de meu corpo, sei qual é o meu limite. Agora se seu corpo distensiona, você faz bem em levantar. Eu não tenho problemas com isso.

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  3. Salve salve Adp, blz?? Vc é oq, como funça?
    Permita-me discordar do ponto de que "Lugar de sentar é pouco relevante".
    Para mim é relevante e muito.
    Evitar distrações durante a prova, gente passando na sua frente toda hora ao sair da sala, evitar fiscais de prova que ficam de conversinha perto de vc, evitar uma claridade (ou escuridão) excessiva em sua prova; sentar em local que é muito quente, etc, etc, etc.
    Hoje sou AJAJ de TRT e te falo que o lugar em que sentei para fazer a prova também teve grande importância na minha aprovação, aliado, claro, aos meus estudos. Mesmo para quem estuda bastante e quanto ao conhecimento está preparado para a prova, se a pessoa sentar em um lugar péssimo, onde terá inúmeras interrupções, pode ter seu desempenho prejudicado. E sabemos que em um concurso público 1 décimo decide se você é aprovado ou não.
    Sobre o ponto de comer, também discordo, mas reconheço que isto é mais subjetivo. Ocorre que comigo preciso manter uma taxa alta de glicose no meu organismo. Também preciso me hidratar um pouco mais do que o normal.
    Já fiz provas sem comer e ir ao banheiro. Resultado: passei longe da aprovação.
    Já fiz provas em que comi e fui ao banheiro três vezes (eu até quis ir pela 4ª vez, mas como estava quase dando o horário do término da prova o fiscal não me permitiu, rs). Resultado: aprovação, sendo uma delas em 1° lugar (cargo nível médio; federal; prova CESPE).
    Ótimo post!
    Abraço e sucesso!

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    1. Olá IM,
      Eu comentei que sou funça mas não queria falar qual cargo ocupo.
      Eu comentei acima que acabei me esquecendo destes detalhes. Sobre o pessoal ficar passando eu até que consigo lidar com isso. Mas sei que muitos não. Com o tempo darei um edit na postagem reconsiderando o que falei. Eu por exemplo já fiz prova com luz do sol e realmente foi chato. E como você disse, um décimo faz diferença.

      Abraços e obrigado pela contribuição

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    2. Concordo totalmente com os pontos levantados pelo investidor mineiro.
      Também sou AJ de TRT.

      Abraço
      Eduardo

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  4. Sobre pessoas que fazem cursinho, lembro que passei em um concurso na minha cidade, cujo cargo só disponibilizava 4 vagas. Passei em quarto e uma colega que tinha passado em terceiro disse que achava que não teria chances, pois muitas pessoas fazem cursinho, etc. Eu falei pra ela que tem gente que faz cursinho por desencargo, tem gente com dificuldade de assimilar conteúdo, de estudar, há aqueles que sabem e vão mal por nervosismo, etc. Sobre pessoas que se desesperam com fatores externos, é bom lembrar aos concurseiros que uma multidão no dia da prova não quer dizer nada. Uma boa porcentagem são os aventureiros, aqueles que prestam no "vai que...". Se você estudou bastante ou já é naturalmente bom em determinadas matérias exigidas pelo concurso, olhe para aquela multidão e pense que muitos estão lá para aprender a fazer provas, outros para perceber que não têm chance nenhuma (pelo menos naquele momento), só poucos da multidão terão chances, muitos destes ficarão por pouco e pouquíssimos passarão e, dependendo do concurso, menos ainda serão contratados. O fator "manada à toa" é ainda maior em concursos de nível superior difíceis e concorridos, pois exigem um conhecimento grande de muitas matérias complexas, que não aprendemos no nível médio e, muitas vezes, nem na graduação. Mas daí você tem que estudar MUITO também e se não passar, seja o cara que está aprendendo a fazer a prova. Há vários casos de pessoas que passaram no concurso sonhado depois de anos de estudo e alguns fracassos, indo cada vez melhor nas provas até a aprovação.

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    1. Olá Gustavo,
      Eu cheguei a comentar sobre isso nas outras postagens sobre a serie de concursos.
      A relação candidato vaga é engrossada por muitos aventureiros que tentam passar na sorte, o que é altamente improvável. E cursinho, apesar de ter sim sua importância, não é um ponto determinante para passar no concurso, pois com planejamento e esforço é possível sim passar sem um.
      Como você disse, o que determina mesmo o sucesso da pessoa não é a sorte ou o cursinho, mas sim o esforço em estudar e assimilar coisas que não foram vistas em sua grade curricular.
      Abraços e obrigado pela contribuição.

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    2. Gustavo e AdP,

      Concordo com isso. Já fiz muito cursinho, mas não levava o estudo a sério. Desde 2013 estudo por conta própria com livros e apostilas, e minha posição só vem melhorando, incluindo a aprovação no concurso atual e alguns cadastros em posições boas como

      O que mudou foi minha motivação, empenho e auto-confiança. Enquanto pensava que passar entre os primeiros era coisa de gente "monstruosamente inteligente" eu me limitava. Até o dia que vi um colega de trabalho estudar por somente um mês e ficar em 11º. Percebi que ele não era mais inteligente que eu, porém era extremamente mais esforçado e focado.

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    3. A conta que sempre fiz foi 10% dos inscritos estão realmente preparados para aquele concurso específico. As pessoas se inscrevem pelos mais diversos motivos, porque tem muita vaga, porque o salário é bom, vai que eu dou sorte. Além daqueles que estão estudando mas ainda não estão no nível daqueles 10% que realmente estão disputando as vagas. Conheci colegas que passaram na Receita com 50%. A menor média de todos os tempos. Existem outros fatores como escolha da região, no caso da Receita, mas de qualquer modo, quando você realmente está preparado você enxerga a diferença entre aqueles que estão no páreo. Em prova de 6 horas, que sai com duas horas, já está fora. Menos um eu pensava.

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  5. Concurso é como uma fila gigantesca que alguns passam e saem da fila, outros desistem e também saem da fila e se você persistir um dia vai passar. Se continuar estudando passará em outros, se parar e resolver voltar depois de muito tempo vai ter que entrar na fila de novo.

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  6. AdP, acredito que você não vai ter como ajudar nesse caso, pois li em algum comentário que o cargo que ocupa é de nível médio, mas não custa tentar.
    No caso de um concurso superior com área específica, citando um exemplo, de um engenheiro que pretende fazer concurso para uma prefeitura, a preparação fica meio difícil de ser feita com muita antecedência, não?
    Pois normalmente só com a saída do edital que podemos realmente saber os assuntos e até o órgão aplicador.
    Tem alguma dica para este caso?

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