domingo, 14 de fevereiro de 2016

O que aprendi após cinco anos de mercado de ações



   Por mais que gastemos tempo lendo, teorizando, fazendo cálculos e realizando simulações, esse tipo de conhecimento, conhecido como “conhecimento explícito”, não é o único. Há também o proveniente da experiência (experimentações, intuições, vivência), o que exige tempo para ser desenvolvido, sendo esse conhecido como “conhecimento tácito”. Alguns autores afirmam que o conhecimento explícito é apenas a ponta do iceberg e o conhecimento tático é bem mais amplo. Por isso, esta postagem dedica-se a compartilhar algumas de minhas lições de investimento em ações baseado no pequeno conhecimento tácito que adquiri nestes cinco anos como investidor.

 
1- Sobre investir em uma empresa após x anos de lucros estáveis
   Algo que é comumente ensinado ao investidor fundamentalista é que este deve investir em empresas que possuem um histórico comprovado de lucratividade, de preferência aquelas com pelo menos cinco anos de lucros crescentes. Atualmente considero que este conselho, quando levada à risca, pode ser mais um empecilho do que sensatez.
A premissa serve como uma medida cautelar para que o investidor seja sócio de empresas estáveis, o que pode trazer segurança. O problema é que o maior ganho que o investidor poderia ter está justamente nestes anos de lucros comprovados. Ao esperar uma quantidade de anos para entrar em um investimento, o investidor terá perdido uma parte importante do crescimento da empresa, ou seja, pode ter perdido o melhor momento de sua pujança, chegando perto do final da festa. Relembrando um conhecimento explícito que aprendi, separei aqui um trecho do livro “O Jeito Ken Fisher de Investir”, que trata indiretamente sobre o assunto:

“Qualquer setor de títulos que tenha sido excelente nos cinco anos anteriores não o será nos cinco anos seguintes e vice-versa. [...] Apesar disso, os investidores sempre caem nessa. Energia em 1980. Tecnologia em 2000. Ações de baixo valor em 2007. É sempre assim. [...]. No entanto, nenhum setor permanece ótimo por 10 anos. E se isso acontecer algum dia, será um aviso duplo para procurar apostas em futuras rentabilidades mais altas e seguras em algum outro lugar.”

   Neste texto, Ken Fisher estava se referindo aos momentos em que um setor ou um grupo de empresas semelhantes é agraciado pelo mercado, sendo que alguns investidores caem na armadilha de acreditar que estas empresas continuarão agraciadas por um longo período. O próprio texto retrata alguns episódios do mercado americano, mas a bolsa brasileira possui também seus exemplos, como a época da fascinação pelas empresas elétricas e seus dividendos generosos (quando muita gente estava planejando se aposentar), a bonança das empresas de commodities (PETR e VALE), o entusiasmo com as siderúrgicas (bastava escolher uma e esperar a cotação multiplicar), a explosão dos bancos da bolsa, a onda das empresas de construção, o sucesso do ramo de cosméticos e a recente euforia com as empresas do setor educacional. Todos estes acontecimentos foram temporários.
   No parágrafo anterior falou-se em momentos de euforia da bolsa em relação a alguns setores. Mas aprendi que o mesmo pode ser aplicado em empresas individualmente. Casos de empresas que crescem indefinidamente por mais de 10 anos são a exceção. E mesmo nesses casos, considero que os primeiros anos são os mais importantes. Veja o exemplo da Cielo. Atualmente é considerada uma excelente empresa por quase todos. Por mais que investir nela em 2016 talvez possa futuramente mostrar-se ser um bom negócio, deve-se considerar que aqueles que investiram em 2011 praticamente triplicaram seu investimento inicial.
   Alguns podem se recordar do caso da Ambev, que considero ser um caso excepcional. Esta cresceu por mais de dez anos consecutivos. Entretanto, o ponto deste item não é tentar provar que o tempo de crescimento médio de um investimento é de cinco anos. O que se está tentando mostrar é que quando o investidor incrusta sua mente de que ele deve necessariamente esperar x anos de lucros crescentes para cogitar a possibilidade de investir em uma empresa, esses x anos podem mostrar-se justamente o período de maior retorno do investimento na ação. Em relação a Ambev, aqueles que investiram em 2008 se deram bem, mas considere um colega que conheci em uma apresentação da APIMEC cujo pai investe na Ambev desde que era chamada Brahma. Muito mais rentável.
   A intenção deste item não é defender a ideia de que o investidor precisa acertar o melhor momento de investir (o popular “acertar o fiofó da mosca”) em busca de imensas rentabilidades. O que está se tentando mostrar é que se você analisou os fundamentos de uma empresa, gostou do que viu, mas não investe porque precisa esperar x anos de lucros crescentes comprovados, investir nela desconsiderando este último requisito pode revelar-se um caminho muito mais lucrativo.

2- O investidor PRECISA investir na renda fixa
   Sim, lemos “Investindo em ações no longo prazo”, de Jeremy Siegel e nele confrontamos gráficos que mostram que o investimento em ações provou-se bem mais favorável que todas as outras modalidades de investimento no longo prazo e vimos também, no Brasil, empresas que deram retornos maravilhosos para seus acionistas. Mesmo, assim, aprendi que não devemos dispensar a renda fixa.
   Pensando nisso, recordo-me que Ben Grahan, no seu livro intitulado “O investidor inteligente”, aconselhava ao investidor a alocação mínima de 25% de sua carteira de investimentos em renda fixa. Nesta indicação, deve-se estar ciente de que ela se refere à realidade americana, com juros historicamente inferiores aos juros brasileiros, além de um mercado de ações mais desenvolvido. Se considerarmos a taxa de juros brasileira com seus 14% ao ano sem esforço e seu mercado de ações com características de incipiência, mesmo um bom investidor em ações deveria avaliar seriamente este tipo de investimento.
   Nesse ambiente, para justificar uma carteira 100% em ações, o investidor teria que garantir que esta carteira traga, no mínimo, os 14% ao ano prometidos pela renda fixa. No mínimo pois, se no longo prazo o investidor constatar que sua carteira de ações rendeu 14%, podemos considerar que ele foi tolo ao se expor a um risco tremendo sabendo que poderia alcançar tal objetivo com menor esforço por meio da renda fixa. Logo, é de se esperar que este exija um prêmio por causa do risco. Mas um prêmio de quanto? Se na renda fixa ele conseguiria 14%, quanto deveria ser na renda varável? 1% a mais é suficiente? Você se contentaria com 3% a mais? 5% seria justo? Não iremos nos alongar muito e vamos escolher a métrica dos 5%, revelando que, diante das condições impostas até aqui, um retorno de 19% ao ano (14% da renda fixa + 5% de prêmio pelo risco) seria uma justificativa plausível para uma carteira de investimento 100% em ações. Mas você tem taco para isso? Você tem confiança de que a experiência adquirida por você, de que sua posição como acionista minoritário e de que seus métodos de escolha de ações baseado em informações públicas e gratuitas podem trazer um retorno de pelo menos 19% ao ano no conjunto de ações escolhido por você?
   Não interpretem este item como um desânimo no mercado de ações. O fato de aconselhar uma parte do investimento em renda fixa não significa que considero que o investimento em ações é furada. Ainda tenho fé de que o investimento em empresas é a maneira mais lucrativa para os investidores pacientes que possuem foco no investimento no longo prazo. Entretanto, apenas quero deixar a situação sensata para aqueles que escolheram alocar 100% de sua carteira em ações.
Além da questão de sensatez, ainda há a questão de utilizar a renda fixa como reserva de investimento, que será proposta nos itens seguintes.

3- O meu engano da importância do preço das ações
   Peço retratações aos leitores quando disse que o preço das ações é importante, pois hoje percebo que eu tinha subestimado esta característica. A realidade não é que o preço das ações é importante, mas sim muitíssimo importante.
   Quando se fala em importância, isso não tem nada a ver a ficar observando freneticamente o preço das ações ou ficar com sentimento de culpa quando você compra uma ação por 10 reais e esta vai a 7. Não significa que você precisa acompanhar diariamente os preços e muito menos ficar obcecado por cálculo de rentabilidades. Significa que, assim como para TUDO nessa vida há um preço, as ações não seriam diferentes, portanto esta característica também deve ser levada em consideração. Da mesma forma que não ignoramos o preço das coisas do dia a dia, devemos ter a mesma postura em relação às ações.
   No momento em que se decide investir, o primeiro passo é deixar de consumir algo hoje para aplicar este capital. Aplica-se este dinheiro em algo durante um tempo para que resgatemos um valor maior futuramente. Todo este processo se origina de um ponto de partida: a aplicação. Assim como o comerciante sabe que tão importante quanto o valor da venda é o valor da compra de sua mercadoria, para o investidor tão importante quanto o valor a ser resgatado é o valor que foi aplicado, pois o ganho do investidor se dá comparando o valor resgatado com o valor aplicado por meio de uma divisão matemática. Como toda divisão, para um mesmo dividendo (não das ações, mas sim da divisão) quanto menor o divisor, maior será o resultado. Ou seja, para uma mesma aplicação, quanto menor o valor aplicado, maior será o retorno. E quanto maior o retorno, maior será o valor a ser resgatado e maior será o conforto a ser desfrutado pelo investidor no longo prazo, sem falar no menor risco exposto. Por isso, observar o valor das ações é muitíssimo importante.
Relembrando para aqueles que matavam aula para jogar fliperama.
   Entretanto, o pequeno investidor normalmente não aplica um menor ou um maior valor. Sobrando do salário dele R$1.000, é este valor que ele vai aplicar e pronto. Não tem muito o que discutir nessa parte. Mas ele poderia muito bem avaliar uma ação e considerar que não se deve pagar 10 reais por ela, esperando um valor predeterminado, como por exemplo 7 reais. Nesta situação, com uma mesma aplicação ele conseguirá comprar 42% mais ações. Para isso, a paciência é a virtude mais recompensadora no mercado de ações.
   “Ah, mas pra que este esforço se uma compra de 1k não faz a menor diferença para uma carteira que vale 300k?”
   É neste ponto que entraria a renda fixa. Meu aprendizado diz que a sardinha tem que ter o costume de acumular um montante na renda fixa ao mesmo tempo em que monitora um grupo de ações em busca de barganhas resultante das oscilações. Quando ele se deparar com uma, o investidor retira uma parte da renda fixa para realizar sua compra na bolsa. A renda fixa serviria como uma ferramenta acessória para a compra de ações. Tendo como objetivo primário a compra de ações por um preço atrativo, enquanto esta condição não estiver satisfeita, a aplicação será acumulada na renda fixa. E considerando o rendimento de nossa renda fixa, deixar um montante “parado” por lá não é um negócio tão ruim assim.
   É importante explicar que para ser considerada uma barganha, não basta somente que o preço da ação caia. É necessário que os fundamentos por trás da empresa também sustentem esta condição. Comprar uma grande quantidade USIM5 só porque esta caiu de 20 reais para 85 centavos sem analisar os fatos que justificam esta movimentação pode resultar em um tremendo desperdício do poder de fogo do montante acumulado na renda fixa. Logo, o investidor precisa adquirir um senso mínimo de precificação da ação para que seja possível distinguir barganhas, além de possuir nervos de aço para comprar uma ação que o mercado, por algum motivo, está penalizando.

4- Sobre a compra periódica de ações
   O item anterior entra em conflito com a compra periódica, pois esta possui como premissa a compra de ações frequentemente, a qualquer preço, enquanto a outra indica a compra em momentos específicos. A compra periódica de ações não deixa de ser uma boa estratégia, até porque foi ela (e sua abordagem no extinto Instituto Nacional de investidores) que me fez levar o mercado de ações mais a sério. Entretanto, hoje estou mais inclinado a realizar o que foi apresentado no item anterior. Ou seja, comprar ações todo mês aceitando o preço que o mercado está oferecendo, seja este qual for, não faz mais parte de minha estratégia.

    Há outros conhecimentos tácitos que poderia compartilhar, mas devido ao tamanho desta postagem, é melhor encerrar por aqui. Deixe seu comentário sobre suas impressões.
 
   Informo que não sou analista de investimentos e não tenho qualquer formação ou certificação na área. Este espaço é apenas um blog pessoal. De nenhuma forma esta postagem destina-se a explanar recomendações ou dicas de compra, venda ou manutenção de qualquer um dos ativos listados ou omitidos. Portanto, não faça operações baseado em informações desta postagem. Lembre-se que esta postagem foi feita por uma pessoa comum, assim como você. A responsabilidade pelo resultado de seus investimentos é exclusivamente sua. Então estude, dedique-se e tire suas próprias conclusões. Com certeza você tem capacidade para isso.
 

147 comentários:

  1. Essa abordagem é mais ou menos o que o Uó faz, só compra a ação quando a mesma atinge um preço alvo determinado pela análise técnica.
    Luís Barsi também disse que quando a ação está barata ela compra de pá e quando está cara não vende apenas deixa de comprar.

    E quanto as vendas de ações qual a sua estratégia?

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    1. O Grande Uó, o mineiro de Minas fazendo escola.
      Normalmente minhas vendas são:
      -Surgir uma oportunidade melhor;
      -A empresa não apresenta mais bom fundamento
      -Precisar de dinheiro
      -O preço estiver alto em relação ao fundamento da empresa

      Abraços

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    2. Obrigado pela referência anom, só lembrando que os proventos são reinvestidos periodicamente, então estou sempre comprando uma coisa ou outra, mas dinheiro novo só entra nas corretoras quando está todo mundo em pânico,rs. Veja o caso da Cielo, quando estava todo mundo idolatrando a empresa, lá pelos 43 reais eu vendi tudo. Agora que está todo mundo com medinho, estou comprando novamente.

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    3. Toma cuidado com a Cielo Uorrem. A Cielo vive de uma tecnologia que é o cartão de débito. As formas de debitarem podem mudar com o tempo, e a Cielo não vai ser a primeira que vai vislumbrar a nova tecnologia quando essa começar a tomar conta. Não esqueça da lição da KODAK que viu a foto digital ser criada, mas não entrou na onda.

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    4. IV,

      A diferença é que no controle da Cielo estão "apenas" dois dos maiores bancos do país.

      Caso a tecnologia mude de alguma forma, você realmente acha que eles vão ficar parados sem fazer nada?

      Desde o IPO dela, em 2009, que eu escuto essas besteiras sobre a empresa e até hoje o lucro só aumenta desde então.

      Infelizmente o ser humano não pode prever o futuro, logo, a única coisa que podemos fazer é acompanhar os balanços e diversificar.

      Eu, pessoalmente, não gosto do BB mandando na Cielo junto com o Bradesco, porém, os lucros, que são o que realmente importa, estão aumentando a cada ano.

      Abraços!

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    5. Investidor Livre. A coisa não funciona bem assim como na teoria. Se fosse assim a KODAK também faria alguma coisa. A KODAK faliu, e ficou olhando sem fazer nada quando a camera digital substituiu o filme em rolo. Não é fácil fazer alguma coisa quando toda sua tecnologia está voltada a fabricar um tipo de coisa e você precisa mudar. Isso implica muito prejuízo, e o que acontece é que as empresas ficam paradas vislumbrando a nova tecnologia entrar sem fazer nada, é uma especie de paralizia e acontece em todos os ramos. Veja o que escrevi mais embaixo em reposta a um amigo : " - Eu me lembro que várias empresas que o Bastter dizia que eram boas há 10 anos atrás. Quem investiu nelas só se deu mal. USIMINAS, VALE, NATURA, ELETROPAULO, AES TIETE, CEMIG, GERDAU, CIELO, COELCE, SABESP ETC ETC. Quem colocou dinheiro em todas estas empresas em 2005 e esperou até 2014 só se deu mal. Agora, quandos o lucros caem ou a empresa estoura ele fala: - É só tirar o capital da empresa que ficou ruim e colocar em outra boa. Isso depois da pessoa perder rios de dinheiro e vai tentar mais uma tentativa nesta estratégia para depois tirar de novo e colocar em outra empresa etc etc.

      Não é assim que funciona. Assim, aquele lucro que você teve em AMBEV em 10 anos é anulado pelo prejuízo em várias outras empresas que estavam boas e de repente ficaram ruins. Falta no Bastter, aquele feeling que o Buffett tem de saber quais empresas darão certo daqui há 20 anos. O Buffett não teria investido nem em CIELO e nem em NATURA, na AMBEV e no ITAÚ sim. O problema é que Buffett tem aquilo que o Bastter acha que não existe: BOLA DE CRISTAL. Essa Bola de Cristal não é um Dom de Profetizar, mas sim uma sabedoria adquirida com o tempo que poucos investidores tem de saberem que certos setores não duram mais que 10 anos, por melhores que sejam os balanços das empresas encaixadas nelas. E é por isso que ele nunca Comprou a KODAK, porque sabia que ela estava sentada em um ramo de tecnologia. O mesmo se aplica a CIELO. Mas não adianta falar. Mas observem os resultados, vejam que a CIELO não está sentada em um fosso de defesa como a COCA COLA está. O mesmo acontece com empresas onde a concorrencia entra fácil, é o caso da NATURA. 3 concorrentes de peso entraram no ramo vendendo de casa em casa de 2010 pra cá. O resultado está aí. O mercado divide as vendas. O resto da história vocês já sabem."

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    6. Essa bola de cristal existe! Não diga que não existe. Agora se você tem ela ou não é outra história. Não é bola de Cristal para adivinhar o preço de uma ação amanhã. Isso só "Pai fofinho de OGUM faz". É bola de Cristal História que observa os fenomenos da natureza e sabe que depois de um evento virá outro, igual a um meteorologista que preve uma chuva depois que detecta alguns sinais do céu. Isso não é charlatanismo. É Ciência. E algumas pessoas tem o DOM de saber o que acontece depois de certos eventos e quais são os setores que prevalecem continuamente na humanidade. Prova disso é que o Buffett falou há uns 50 anos atrás: "- Tenho certeza de que a maneira como o Homem masca chicletes não vai mudar daqui há 50 anos." Isto é bola de Cristal meu amigo. E da KODAK e indústrias FARMACEUTICAS ele nunca investiu porque ele sabe prever o futuro e sabe que tecnologias não duram 100 anos. ISto também é bola de cristal. Para ter esta bola de cristal é preciso um pouco de sabedoria e ela vem naturalmente. É a mesma Bola de Cristal que Maquiavel usou para detectar por meio de sinais que o Governo dos Médicis em Florença não iria durar muito mais.

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    7. Queria saber daonde vc tirou que o Buffett não investiria na cielo. Que eu saiba, ele é acionista da american express que, pra mim, seria equivalente.

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    8. IV, não vamos exagerar. Comparar Cielo com Kodak é um exagero sem tamanho. Pode até ser que a Cielo venha a ter problemas, como qualquer empresa deste mundo, mas não são casos semelhantes.
      A Cielo nao é uma empresa que vende tecnologia. Ela vende serviços que conectam compradores, vendedores e entidades financeiras. Enquanto existir mundo, a relação entre estas 3 partes vai existir. Obviamente ela deve passar por mudanças, mas os modelos de compra utilizando sistemas de crédito e débito com estes 3 atores não deve mudar muito.
      Tanto é que as maiores ameaças da Cielo são justamentes os concorrentes que fazem as coisas do mesmo jeito, só que mais barato (eventualmente com qualidade inferior). Mas qual setor não tem concorrência oferecendo produtos alternativos mais baratos. Até cerveja ... ah Verão!
      Acho importante ficar atento, mas não podemos exagerar, senão chegamos a conclusão que todas as empresas que estão por aqui hoje, não estarão em 10 anos.
      Abraços

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    9. A Cielo não vende Serviço. A Cielo vende serviços através da tecnologia do cartão! Se mudar a tecnologia a CIELO cai! É o mesmo que aconteceu com a KODAK. Para mutios a KODAT vendia serviços, mas quando o Serviço precisou utilizar outra plataforma a KODAC não conseguiu mudar, bem que ela quis, mas aí entraram dezenas de concorrentes no setor de eletronica, e ela era mais um. Não vamos mais discutir o assunto. Se vocês quiserem investir na CIELO não tem problema nenhum. Eu pessoalmente acredito que daqui há alguns anos esta empresa vai ser derrubada e as transações com débitos não serão mais por maquinas de cartão. E quando muda a tecnologia meu amigo, entram milhares de outras empresas que já dominam a nova pra derrubar a antiga. Se o débito for no Celular, por exemplo, a CIELO já era. Não tem como ela mudar o tipo de serviço (É isso que vocês não entendem). Essa mudança é muito custosa, e toda história mostra que as empresas ficam paralizadas observando os concorrentes entrarem sem fazer nada. O porque disso acontecer eu não sei! Mas é sempre assim.

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    10. IV, continuo achando um exagero comparar Cielo com Kodak.

      Segundo seu relato então Mastercard, Visa, Amex, Cielo, Rede ... e até os bancos estão em risco no mundo todo ... será um CAOS ... a Apple e o Google vão dominar o mundo ...

      Abraços

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    11. IV,

      Respeito a sua opinião, porém, não concordo com a mesma. Acho totalmente absurda essa comparação da Cielo com o Kodak, que o meu amigo VD também usou como exemplo no blog dele.

      O fato é que EU, Investidor Livr3, confio na administração da Cielo porque eles já deram inúmeras provas de competência.

      Quanto ao pagamento pelo celular, não sei porque tanto receio com isso, rs:

      https://www.cielo.com.br/solucoes-de-pagamentos/solucoes-no-celular/index.html

      A Cielo NÃO ESTÁ PARADA! Ela é uma empresa dinâmica, inovadora, e que conta com dois dos três maiores bancos do país no seu comando.

      Você acha que banqueiro perde dinheiro em algum lugar, ainda mais no paraíso deles, que é o Bostil?

      Repito, ninguém pode prever o futuro, porém, eu estou tranquilo com a Cielo. Caso um dia ela venha a ficar ruim, paciência. É justamente por isso que eu diversifico.

      Abraços!

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    12. Amigos, obrigado pela conversa. Tenho certeza que ninguém aqui é experto sobre o assunto, mas gostaria de deixar também minha opinião em relação a Cielo.
      Não vejo a Cielo como uma empresa de cartão de crédito, mas sim como uma empresa de soluções de pagamento. Já vi uma citação do presidente da empresa que diz que onde o pagamento estiver sendo feito, a Cielo estará presente. Logo, interpreto que se o pagamento for por meio de cartões, celular, chip na testa ou o que seja, a Cielo vai tentar marcar sua presença. Lembrando que a Cielo não ganha com a emissão de cartões, mas sim com uma porcentagem sobre o valor da venda, então tanto faz o meio de pagamento desde que passe pelo sistema da Cielo.
      Entretanto, a grande questão está justamente na frase que o IV falou: "a CIELO não está sentada em um fosso de defesa". Pelo menos é o que acredito. Montar um negócio como o da Cielo não é tão complicado como montar um negócio como da Ambev. A necessidade de capital não é tão alta. Junte isso às margens gordas que o setor ainda possui e isso pode ser um chamariz para a concorrência. E quanto mais concorrência, maior a oferta no mercado. Quanto maior a oferta, maior pressão nas margens. E quanto maior a pressão nas margens, menor o lucro. Se por exemplo de repente surgir uma concorrência disposta a não cobrar pelo aluguel das maquininhas, cobrar uma % um pouco menor pelas vendas e ainda ter um serviço decente, pode ser um complicador.
      Lembrando que Cielo, Redecard, Getnet é uma coisa, enquanto Visa, Mastercard e American Express é outra. A Moderninha do Pagseguro também está em um grupo a parte.
      As primeiras são empresas de meio de pagamento. Que eu saiba, elas precisam pagar um "faz me rir" para as as segundas (Visa, Mastercard e American Express), que são as bandeiras, sempre que passam o cartão. É por isso que o Banco do Brasil está criando o Elo, a bandeira tupiniquim, para fazer concorrência com as bandeiras tradicionais. Particularmente já recebi um cartão Elo e nem deu vontade de desbloqueá-lo, kkkk. Já a Moderninha é ao mesmo tempo cliente e concorrente da Cielo, Redercard e cia, já que utilizam a estrutura delas para realizar o pagamento, mas concorre com elas. Só não tente colocar todas no mesmo rolo, pois são coisas distintas.
      E sobre a questão de ter banco por trás, particularmente não considero isso como uma garantia. Não vou comprar uma empresa só porque o Bradesco é seu acionista. Isso é pouco relevante, na minha opinião, nem garantia de sucesso.
      Abraços

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    13. IV, perfeito seu comentário em 23:39.

      Ninguém tem como saber como será o futuro, quais tecnologias estão por surgir e etc.

      E, sejamos sinceros: é provável que aqui ninguém entenda bulhufas do NEGÓCIO deste setor, o que torna qq tipo de análise superficial e inocente.

      []s!

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    14. ADP, penso como você que a Cielo é uma empresa de soluções de pagamento. Isso expande em muito a visão que é uma empresa que dependa exclusivamente do cartão de crédito.

      Obviamente que Cielo, Rede, Getnet, Mastercard, Visa e Amex são negócios diferentes, mas pelo que estão dizendo acima, este mercado está todo comprometido ... o que discordo. Foi por isso que coloquei todas no mesmo balaio.

      Sobre concorrência, a sua ótica está correta até certo ponto, mas tenho um complemento a sua frase abaixo:

      "Junte isso às margens gordas que o setor ainda possui e isso pode ser um chamariz para a concorrência. E quanto mais concorrência, maior a oferta no mercado. Quanto maior a oferta, maior pressão nas margens. E quanto maior a pressão nas margens, menor o lucro. Se por exemplo de repente surgir uma concorrência disposta a não cobrar pelo aluguel das maquininhas, cobrar uma % um pouco menor pelas vendas e ainda ter um serviço decente, pode ser um complicador."

      Existe um fator econômico que ocorre após a pressão pelas margens. Com menor margens e menores lucros, ocorre a "commoditização" do produto ou serviço, desta forma, este mercado se torna menos atrativo a novos entrantes e as empresas mais bem posicionadas tendem a voltar a "reinar", pois tem maior escala e menor custo marginal.

      Leia sobre as estratégias de Porter. Quando a empresa tem diferenciação, consegue margens melhores, mas quando não há diferenciação (commoditização), as empresas precisam ser líderes em custos, condição normalmente obtida pelas que tem maiores volumes e gestão mais eficiente.

      Eu discordo que seja muito mais fácil entrar no mercado da Cielo que no mercado de cerveja. Inclusive podem existir muitas cervejarias pequenas com margem de lucro maior e maior retorno sobre o investimento que a Ambev. Citando novamente Porter, o mercado de cervejas está mais propenso a novos entrantes para atendimento de nichos (vide cervejarias especiais) que um mercado de meios de pagamento que precisa de um certo volume para ser viabilizado.

      Abraços

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    15. Este comentário foi removido pelo autor.

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    16. ADP,

      Você realmente acha que é fácil entrar no mercado da Cielo?

      Então explique-me por que que desde 2009, que foi o ano do seu IPO, temos apenas três players relevantes em atuação, que são ela (que lidera o market share com folga), a Rede e a Getnet.

      Acredito que você está subestimando muito a CIEL3... Se fosse fácil assim, do jeito que você pensa que é, já teríamos pelo menos umas 10 empresas concorrendo com ela.

      Abraços.

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    17. Calma rapaz, não falei que é fácil, só disse que não é tão complicado quanto a uma Ambev. Mas isso é apenas uma opinião minha. Assumo, sem nenhuma vergonha, que sou leigo no assunto. E acredito que todos que comentaram aqui também são.
      Não subestimo a empresa não. Quando entrei em 2011, o papo de concorrência da Cielo era muitíssimo mais forte que atualmente. Você não tem ideia, kkkkk. E se eu subestimasse a empresa, não teria sido sócio dela durante 5 anos. Entretanto, apesar não subestimá-la, também não tenho paixões.
      Abraços

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    18. Gente, só a diversificação salva. Cielo pode quebrar como a kodak? Claro que pode. A tecnologia pode mudar? Claro que pode. Por isto preciso diversificar os investimentos, Já vi ação minha indo de 20 reais a 1 real, conheço minhas limitações, e por isto hoje eu diversifico. Mas se a empresa está dando lucros eu tô comprando.

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  2. ADP, realmente a velha e boa mão na massa nos trás os maiores dos aprendizados. Claro que temos que estudar, isso faz parte de nossa vida como investidores, mesmo os pequenos como eu que estou começando agora. Tenho feito muita leitura, simulações, planilhas em Excel, afim de simular situações e já defini a data de entrada no mercado variável. Enquanto todos estão correndo e anunciando o fim do mundo como galinhas pessimista, está na hora de inovar e experimentar com expertise o mercado de ações. Textos como o seu iluminam a cabeça de pequenos investidores que estão com sede de conhecimento e vontade de crescer em um país que não nos propicia muitas saídas honestas. O mercado vive em ciclos, estávamos surfando no ciclo da bonança, com políticas fiscais frouxas e banalização do uso do dinheiro financiado pelo nossos governantes. Agora estamos na fase de reajuste. Muito se fala da crise. Crise para mim é mais de 50% da força de trabalho parada e sem comida na panela. Estamos em recessão forte, que pode culminar em crise. Enquanto tivermos oportunidades e competência teremos chance de escapar do fantasma midiático da crise. Analisar, verificar os custos de oportunidade e sempre mensurar os pontos de equilíbrio são tarefas básicas de quem quer jogar esse jogo.

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    1. Olá Rato,
      Boas reflexões e obrigado por compartilha-las. Estamos desde 2008 neste lenga lenga e uma hora esta bolsa tem que reagir, pelo menos é assim que esperamos, rs.
      Abraços

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  3. Os dogmas da filosofia Bastter de que preço não importa está fazendo muita gente perder dinheiro. Note que estou me referindo à filosofia de investimentos do Bastter, não à pessoa do Bastter, pois cada um é responsável por suas escolhas e, ainda que perca dinheiro, não deve culpar terceiros por seus próprios atos. Em fim, eu mesmo dou a cara a tapa e reconheço que, imbuido desta ideia de que preço não importa, comprei topos históricos. Não estou me referindo a gráficos pois não utilizo análise técnica, me refiro à ações cujos fundamentos não compatibilizam com os preços praticados no mercado.

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    1. E se o investidor pegou a dica com ele de fazer lançamento coberto para remunerar a carteira também tem algumas ações como Vale, Petr e Ggbr com prejuízos consideráveis.

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  4. Exatamente as mesmas conclusões a que cheguei depois de alguns anos de Bolsa. Renda fixa como ponte pra renda variável, aguardando o preço adequado do ativo.
    Obrigado por compartilhar essa visão.
    Além do Barsi, o Bazin, ainda que indiretamente, também considera o preço importante.
    Abraco

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    1. Olá Rodrigo,
      Se você sair citando um monte de autores, abrangendo desde investidores de sucesso a acadêmicos, vai ser difícil encontrar algum que diz que preço não serve para nada. Muito pelo contrário.
      Abraços

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  5. ADP complementando alguns argumentos embasados por você, quem compra periodicamente tende seguir índice de mercado.
    Quanto mais comprar em momentos de alta mais difícil será para alterar preços médio.
    Primeiro argumento: Preço médio antigo tem mais peso que atual, segundo que a quantidade aplicada diminui em relação ao todo.
    Resumo da obra: Quando mercado virar este investidor tende levar bolada nas costas.
    Preferível aplicar em momentos de crise do que em momento de euforia.
    Outra questão diz respeito ao crescimento orgânico da empresa,investidores qualificados tendem comprar empresas baseados no preços justo em relação média de lucros, pelo simples fato que para uma empresa grande crescer sobre uma média exponencial se revela algo extremamente difícil, logo fator preço para uma empresa já estabelecida no mercado se torna fundamental, principalmente sabendo que este lucro não tende crescer infinitamente dadas limitações operacionais.
    Difícil não comentar filosofia bastter !
    Não existe um livro sobre grandes investidores no qual preço é desconsiderado, ainda digo mais não existe nenhum grande investidor que não leve preço em consideração para calcular retorno do investimento.
    Para engrossar argumento quanto maior for a carteira do investidor maior tende ser influencia do resultado sobre preço, simples fato que aporte diminui em relação ao todo.
    Se você aporta 1000 reais acima de 100 mil começa ficar extremamente difícil para fazer preço médio.
    Outro engodo qual sempre foi ignorada "conceito de spread!"
    Quanto mais spread investidor pagar, mais difícil será para obter retorno sobre capital investido.
    Logo comprar a mercado = mesma coisa que aceitar pagar spread! aquela oscilação de 1% até 3% no longo prazo faz uma diferença absurda no retorno da carteira.
    A lição ensinada no livro do investidor inteligente nada mais seria que o velho conceito de margem de segurança.












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    1. Uma observação, 19:13

      Esta tal "diferença absurda no retorno na carteira" não é tão absurda assim.

      A não ser que o papel suba muito, esta diferença dificilmente irá superar os 10%. Claro, num patrimônio acumulado ao longo de décadas, por exemplo 1milhão de reais, seria equivalente a 100mil. OK. Mas daí a ser uma diferença "absurda" já é muito. De fato, vai ser no máximo 1 aninho a mais de investimentos.

      []s!

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  6. Muito bom. Tenho visto muitos sites, e esta filosofia de compra a qualquer preço, não cola. Através da sua planilha conhece o preço médio e vi que sai caro certos investimentos. Parabéns a vc por nos trazer esta experiência. Desejo sucesso, com este novo horizonte.

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    1. Pior que para a grande maioria dos investidores não tem filosofia mais adequada do que esta de esquecer o preço. Pouca gente tem conhecimento para fazer valuation ou mesmo ficar analisando gráficos. Mas as compras periódicas que não levam em consideração o preço devem ser realizadas realmente de forma PERIÓDICA. Nao adianta o investidor comprar só nos momentos de mercado bom e ficar com medo de comprar em crises, se ele agir assim vai ficar comprando só topo de mercado, então compre todo mês e esqueça o cenário, esta é a melhor postura para o investidor comum.

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    2. A propósito, o Eduardo Leitão, do blog Leitão em ação, defende um método de aporte onde cada mês se aporta religiosamente em uma ação diferente, como se fosse uma fila. É um método interessante para aqueles que planejam investir focados na disciplina de aporte e recomendo a leitura do blog dele.
      Abraços

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  7. Excelente artigo, AdP! Muito sensato e bem escrito.

    Abraços!

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  8. Mas, alguém vai dizer o que Bastter diz tudo ao contrário em 4... 3...

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    1. Epa, já disseram! rsrsrs... Parabéns, AdP! Excelente!

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    2. Como será que tá o retorno da carteira dele, que era cheia de Vale, Petrobras, etc? rs

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  9. ADP,

    Obrigado por compartilhar as suas conclusões com a blogosfera financeira. Eu não concordo com tudo o que você escreveu, porém, respeito o seu posicionamento.

    Abraços!

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    1. Qual seria a graça se todos concordassem, não? kkkkkkkkkk
      Abraços e sucesso.

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  10. Decidi abandonar qq tipo de renda variável e investir 100% em renda fixa. Com isso posso aplicar e esquecer e focar no que realmente importa meu trabalho e aportes. ótimo post!!

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    1. Se você se sente confortável com isso, dou meu total apoio. Mas ter um pouco de exposição na RV não faz mal, o que pode ser reforçado caso se considere os preços atuais.
      Abraços

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Grande Adp!
    Nesse momento de baixa da bolsa, tu acha que é hora de reduzir consideravelmente posição em RF e aplicar mais na RV?

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    1. Rapaz, só o tempo dirá, kkk. Futurologia é minha fraqueza.
      Abraços

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  13. Adp, obrigado por compartilhar.

    Engraçado quem em quase 4 anos (a diferença nao é tao grande assim), tendo lido livros semelhantes como siegel e lynch, eu tenha uma visão bem diferente da sua. Concordo apenas com o item da renda fixa. Os demais, tenho uma visão diferente. Tenho a mente aberta para avaliar se eu nao estou tão certo assim, mas espero que você também reflita.
    Abraços

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    1. EI,

      Fiquei curioso com o seu comentário. Compartilhe, por favor, as diferenças que você tem em relação ao ADP.

      Abraços.

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    2. IL,

      Relendo meu comentário, dá a impressão que eu não concorde com o que disse o ADP, mas não é bem assim. Na verdade eu concordo que tudo o que o ADP disse está correto, mas a minha experiência e aprendizado me mostram que esta não seria a melhor estratégia para um investidor como eu. Desta forma adoto uma postura bem diferente.

      Minha visão é mais parecida com a do Uó, descrita por ele abaixo. Sobre cada ponto:

      1) eu decidi nao tentar pegar empresas na subida, ou seja, no inicio do ciclo de crescimento. Caso o faça será com um capital bem pequeno, como uma aposta. O problema de tentar esta estratégia é que você precisa ser muito preciso nas análises dos fundamentos e do timing, portanto, na minha visão aumenta o risco. Comprar empresas com lucros consistentes, na minha opinião é uma estratégia de menor risco no longo prazo.

      2) renda fixa: ok

      3) importância do preço: realmente é importante para a rentabilidade, mas eu actedito que o preço não deva ser levado em consideração na decisao de compra. Ao levar preco em consideração, entram no jogo fatores emocionais e a necessidade do investidor ter uma alta capacidade de análise para valuation adequado. Eu procuro abstrair a análise do preço da tomada de decisão de compra e/ou venda.

      4) compra periódica: eu acredito na compra periódica como uma estratégia de menor risco. Uma estratégia mais avançada, sob a minha ótica, é a alocação de ativos comprando o ativo que ficou mais pra trás (caiu mais ou subiu menos), sem balanceamento atraves de vendas.

      Inclusive, apenas para complementar, esta estratégia citada pelo ADP de acumular na RF para vender e aportar na RV em momentos de baixa, nada mais é do que uma estratégia de alocação de ativos com venda para rebalanceamento. Eu particularmente nao gosto muito desta estratégia.

      Abraços

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    3. EI,

      Perfeito! Sobre a Renda fixa, vale ressaltar que, no país das bananas, ela pode ser considerada uma "Perda fixa", como diz o mito Luiz Barsi Filho.

      Abraços.

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    4. Mas EI, você não acha que é um pouco incoerente afirmar que não decide pegar empresas na subida (seu item 1) e depois afirmar que o preço não deve ser levado em consideração na decisão da compra (seu item 3)?
      Sobre o item 4, o risco não tem nada a ver com a periodicidade das compras. Isso é apenas um método de aportes. O risco está ligado a qualidade da empresa e ao preço que se paga por ela. Basta comparar uma compra única do pai do meu colega em Brahma ou aportes sucessivos em Petrobras a partir de 2006. Quem se arriscou mais?

      "Inclusive, apenas para complementar, esta estratégia citada pelo ADP de acumular na RF para vender e aportar na RV em momentos de baixa, nada mais é do que uma estratégia de alocação de ativos com venda para rebalanceamento."
      Não é uma alocação de ativos pois não há percentagens pré-definidas e por consequência não há obrigatoriedade de realizar balanceamento (pois não há o que balancear).
      Abraços

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    5. IL, tem certeza que você vai citar Barsi mesmo?
      O mesmo que disse ao Infomoney que comprar Cmig aos 14 não valia mais a pena, mas aos 11 estaria bom, desde que o Governo de Minas cumpra a promessa de manter os dividendos, ou seja, além do cara levar o preço em consideração, ainda pesquisa as notícias para avaliar suas compras?
      http://www.infomoney.com.br/blogs/infomoney-recomenda/post/3981485/dos-maiores-investidores-bovespa-luiz-barsi-volta-apostar-cemig

      Abraços

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    6. ADP, nem um pouco incoerente. Inclusive não vejo relação entre estes 2 itens (empresa na subida e preço). Quando falo empresa na subida, não estou falando em preço, mas estou falando em subida em termos de operação, receita e lucro, sejam empresa pré-operacionais ou que tenham uma operação ainda "pequena" com muito potencial. Meu entendimento é que estas empresas embutem um risco alto (ganho ou perda) e por isso estão fora do meu perfil (como eu disse, poderia até fazer uma aposta pequena, mas em casos específicos). Entendo que uma boa estratégia seria pulverizar uma parte pequena do capital em várias empresas com estas características, mas é uma estratégia que no momento não me interessa, pois daria muito trabalho.

      O item 3, considerando que estou falando de empresas já consolidadas (excluindo as do item 1), estou falando que ao longo do tempo eu vou comprando independentemente do preço. Certamente em alguns momento vou comprar barata e em outros cara, mas como são empresas que estão crescendo de forma consistente, acredito que colherei os frutos deste crescimento ao longo do tempo (longo prazo). Ao tomar a decisão de compra baseada em preço, como eu falei, tem grande chance de levar o investidor a tomar decisões influenciado por com fortes emoções. É só ver na blogosfera quantas pessoas estão defendendo RF neste momento, pois as notícias são que o "mundo vai acabar", a era das commodities acabou, bolsa vai levar anos para se recuperar, etc. Isso falando do mercado, mas se aplica a empresas. Só o fato da Cielo ter despencado nos últimos tempos já fez muita gente mudar de opinião sobre esta empresa que quando estava em R$ 42,00 era a melhor empresa do mundo. Tomar decisão sob estas influencias é muito perigoso e acredito que leve o investidor a potencializar os erros.

      Sobre o item 4, esta comparação com a Brahma é fácil de ser feita olhando para os rendimentos passados. Obviamente um aporte único por mais tempo em uma empresa sensacional potencializam os retornos, mas se ele tivesse feito aportes periódicos na própria Brahma e Ambev durante todo este período, ele também estaria rico (ou não?). Com maior ou menor risco? Por outro lado, quem fez um único aporte na Petrobras, dependendo do tempo em que fez, pode ter tido um prejuízo maior do que quem fez os aportes periódicos, portanto temos que analisar vários cenários e não só os vencedores ou perdedores para chegar a uma conclusão. Considerando que o investidor pode estar em qualquer um dos cenários, eu considero que quem faz aporte periódico corre menor risco (de ganhar ou perder) que quem faz aporte único.

      Finalmente, sobre a alocação de ativos, mesmo não tendo percentuais fixos, não deixa de ser uma estratégia semelhante. Isso não é uma crítica! Fico espantado se você não vê que existem semelhanças ...

      Abraços

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    7. Verdae, EI, não tinha reparado na parte "no inicio do ciclo de crescimento".
      Sobre o item 4, repito que a questão de se fazer aportes periódicos é irrelevante para a avaliação de risco. Quem se arriscou mais, alguém que fez um aporte único em Vale em 2000 por avaliar que naquela época o preço compensava ou quem veio fazendo aportes mês a mês nela com a premissa de que preço não importa?

      E sobre a alocação de ativos, em nenhum momento disse que não há semelhanças. Ao contrário, você afirmou que é a mesma coisa:
      "...nada mais é do que uma estratégia de alocação de ativos com venda para rebalanceamento."
      Voc~e não afirmou que é semelhante. Você falou que é igual.
      A alocação de ativos parte de um princípio de que se define percentuais para um grupo de ativos. Quando esse percentual é modificado, o investidor trabalharia para que ele seja "consertado". Mas como não defini nenhum percentual, ou seja, não há obrigatoriedade de rebalanceamento, não é alocação. Ficaria espantado se você falar novamente que é igual uma alocação...

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    8. ADP,
      Continuo discordando sobre o item 4. Se ficar citando apenas casos específicos vai continuar com a visão distorcida. Volte para o caso da Brahma. Quem se arriscou mais, quem comprou de uma única vez ou quem fez aporte periódico de lá pra cá. Não estou falando de retorno, estou falando de risco.

      Se você for se apegar aos mínimos detalhes, vamos ficar discutindo semântica e não vamos chegar a lugar algum. Desculpa dizer, mas parece o dimarcinho, poh!
      Eu disse "nada mais é do que UMA estratégia ...", quando disse UMA, artigo indefinido, não estou falando que é igual a alocação de ativos com percentuais definidos. Eu quis dizer uma estratégia do ponto de vista de semelhança, que se aproveita dos mesmos benefícios/características, mas se é importante para você, por favor corrija o texto para "nada mais é que uma estratégia SEMELHANTE a alocação ..."

      Abraços

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    9. Este comentário foi removido pelo autor.

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    10. Sobre as compras periódicas, vou tentar explicar o meu pensamento:

      Eu acho que uma única compra em uma empresa X é mais arriscado que compras periódicas na empresa X.

      Definir qual o método para escolha da empresa X é outra discussão. Eu pelo menos não estou entrando neste mérito.

      Já disse que minha frase estava incompleta, portanto esta discussão é inócua. Eu estou discutindo o que eu quis dizer. Eu quis dizer que é uma estratégia "semelhante". Se é importante para você, pode substituir a parte do texto e incluir a palavra "semelhante".

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    11. Eu tinha escrito aqui mas decidi deixar para lá, EI. Mas quando apaguei a minha mensagem você ainda estava escrevendo, mas tá aí para registro. Infelizmente não vou alongar nossa conversa, que foi boa por sinal.
      Abraços e sucesso.

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    12. ADP,

      O Barsi fala algumas besteiras, porém, nesse aspecto da renda fixa ele está correto.

      Fica todo mundo achando-se o espertão porque está comprando Tesouro IPCA a 7 ou 8%, mas esquecem-se que a inflação, real mesma, já está batendo nos 30%.

      Logo, ao fazermos as contas, vemos que na verdade não houve proteção nenhuma contra a inflação.

      Em resumo, taxa "boa" no TD é um PÉSSIMO sinal para a economia.

      Abraços.

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    13. E as ações performando negativamente tão protegendo melhor que a Renda Fixa, IL ?

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    14. Il, vou escrever uma coisa aqui, mas por favor, não pense pelo lado negativo.
      Você disse que o Barsi fala algumas besteiras, mas já pensou na possibilidade de quem pode estar falando besteira é justamente você? Tipo, na parte que te convêm, ou seja, que concorda com sua opinião, ele está certo, mas na parte que não concorda com você, ele tá falando besteira?
      Abraços

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  14. Bom texto. Boas reflexões. Sobre compras periódicas, acho o stock picking cruel e mais difícil de utilizar com asset allocation. Nesse modelo, ETFs - BOVA11 não é um dos melhores - são uma boa escolha porque uma hora eles realmente sobem, mas empresas que julgamos boas, bem, nem sempre. Se você for olhar a carteira de todos investidores que dizem praticar B&H, notará que a maioria é diferente (tem algumas empresas em comum, com ponderações distintas). Qual a porcentagem deles que vai realmente vencer no longo prazo (20-40 anos), tempo suficiente pro mercado mudar absurdamente? Poucos. Mais por sorte ou habilidade? A estratégia não é maravilhosa, mas não é de todo ruim porque minimiza as perdas se bem diversificado. E se acertar mais da mais metade, ok. Eu não ficaria confortável em utilizar essa estratégia tendo uma alocação muito alta em ações.
    Paradoxalmente, quem estiver em B&H agora pode se dar muito bem porque estamos num bear market. Quando a chave virar, até lixo sobe. Ou seja, nesse momento onde todos estão mais temerosos, é onde essa estratégia faz mais sentido. Fico com pena de quem começou a utilizá-la antes, lá pra 2006-2009. Como você disse sobre Vale e Petro, o topo foi na década passada, é comum ver pessoas que compraram com base nessa estratégia e, quando se chega em 2014-2015-2016, veem os balanços com prejuízos e vendem "porque os fundamentos ficaram ruins", com queda abrupta de cotação, desconsiderando serem empresas cíclicas, crise interna e as commodities estarem num dos menores patamares da história (é o preço de uma análise fundamentalista simplista, onde se desconsidera o mercado externo). Você pode até desconsiderar Petro por causa da Lava-Jato etc, mas isso não é o fator principal. É só olhar para Gerdau e até pra própria Vale (sob essa ótica, de repente viraram lixo com péssimos fundamentos). Felizmente, parece que a tal estratégia foi mais difundida recentemente.

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  15. Opa, muito bom o artigo, obrigado por compartilhar sem aprendizado, vou comentar alguns pontos, se me permite...

    1- Sobre investir em uma empresa após x anos de lucros estáveis
    A grande maioria dos investidores não conseguirá acertar o fiofó do mosquito, então não teremos opção que não seja pegar o bonde em andamento. O risco de pegar o bonde na estação final é grande, isto aconteceu comigo em relação às educacionais. Investir em renda variável com intuito de maximizar os ganhos através de timing de mercado é para poucos, muitos ficarão remando, remando e não sairão do lugar. Talvez a melhor opção seja mesmo aportar nos setores mais 'certos' da economia como bancos ou empresas que dominam seu setor de atuação como AMBEV e CTIP.

    2- O investidor PRECISA investir na renda fixa
    Hoje tenho 95% do meu patrimônio em renda variável e isto não me deixa desconfortável. Estaria desconfortável se tivesse 95% do patrimônio em duas ou três empresas. Mas pelo contrário, este dinheiro esta alocado em mais de 40 empresas e em mais de 30 fundos imobiliários. Muitos chamam isto de pulverização, ou seja, uma diversificação excessiva, que diminui a possibilidade de ganho ao passo que protege um pouco mais o capital. Queria hoje ter mais dinheiro em renda fixa, mas com o único intuito de estar neste momento transferindo capital para a renda variável, mas no entanto toda a renda fixa que tinha disponível já foi toda transferida para a renda variável nas últimas semanas. Mas se alguém me perguntar se deve ter 95% do capital em renda variável eu diria não. Também não diria que deve ter 95% em renda fixa. Nem mesmo 50%/50%. Não existe proporção fixa ideal, cada um deve encontrar a proporção que melhor se adequa a seu perfil de investidor e a seus objetivos de vida.

    3- O meu engano da importância do preço das ações
    Preço de ativo só é importante pra quem procura fazer timing de mercado, para a grande fatia da população, que nunca irá saber fazer isto, o preço deve ser desconsiderado e o investidor deve tomar uma postura passiva em relação ao mercado, comprar religiosamente todo mês independente de qualquer coisa. MAS É COMPRAR COISA BOA E TODO MÊS. Escolha aí as 10 melhores empresas do mercado e coloque 100 reais em casa uma todo mês que daqui 10 anos terá uma grata surpresa.

    4- Sobre a compra periódica de ações
    Conforme falei acima, é a única opção plausível para a maioria esmagadora dos investidores. Mas procure adotar uma estratégia mista, tipo, se todo mês sobra 2.000 reais do salário então coloque 1.000 reais mensais na renda variável e os outros 1.000 reais coloque na renda fixa. Então, nos momentos de mercado depressivo, que costumam ocorrer pelo menos duas vezes no ano, transfira parte da renda fixa para a renda variável. Esta fórmula simples pode ser executada com segurança por qualquer um que tenha disciplina.

    Abraço

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    1. Uó,

      Estou bem mais de acordo com a sua visão, principalmente na questão de que o preço não importa para quem faz pequenas compras mensais.

      Parabéns pela sua evolução!

      Abraços.

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    2. Uó,

      Ótimos comentários, porém, se também me permite, gostaria de deixar minha opinião pessoal sobre o terceiro item.

      O preço de uma ação é importante? Ao meu ver, depende. Uma boa empresa jamais deixará de ser boa se sua cotação subir de R$ 15 para R$ 16 ou para R$ 20. Ela ser ou não boa independe do preço. Então, neste ponto, acredito que o preço não é importante.

      Porém, ao se comprar uma ação, defendo que devemos sim avaliar quanto estamos pagando por ela, e qual a capacidade que a empresa tem de nos dar o retorno de nosso investimento. Sim, estou falando de analisar indicadores como o P/L. Eu acredito que comprar ações é fazer negócios, e não acho que fazer os melhores negócios seja necessariamente comprar as melhores empresas, pois, dependendo de quanto se paga por elas, muitas vezes crescimentos fenomenais não representarão retornos fenomenais. Para mim, investir em ações é comprar boas empresas por um preço justo. Então, nessa perspectiva, acredito que o preço seja importante.

      Abraços.

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    3. Pretenso, afinal é importante ou não o preço? Ou c@#@ ou sai da moita.

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    4. Anônimo, explicando melhor:

      Existem duas abordagens diferentes para "o preço é importante". Uma está relacionada às pequenas oscilações rotineiras dos ativos. Quem pensa que o preço é importante neste sentido está propenso a tentar sempre achar o timing certo para comprar a ação e pensa algo do tipo "pagando 10 centavos mais barato por ação a cada compra conseguirei ter um retorno expressivamente superior no longo prazo". Nesta abordagem eu não considero o preço importante, acho que uma vez que o investidor decide ser sócio de uma empresa, apenas uma mudança extremamente drástica em seu preço poderia alterar essa decisão. Portanto, para quem compra todo mês, essa é uma questão irrelevante, pois raríssimos investidores conseguem acertar o timing do mercado com precisão e ao longo do tempo.

      A segunda abordagem para quem diz "o preço é importante", basicamente, está relacionada ao ato de comparar o preço de um ativo com o valor de uma empresa. Existem vários indicadores e métodos de precificação interessantes que nos auxiliam nessa comparação, e para mim, fazer esta análise é essencial. Portanto, nesta abordagem, considero o preço importante.

      Na verdade, eu considero sim o preço importante, mas, sabendo que a abordagem dos colegas acima está bastante ligada à primeira situação que acabei de descrever, e que eu concordo com ela, resolvi expor ambos os pontos. Não estou em cima do muro.

      Abraços.

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    5. Em suma, o preço é importante pra quem sabe avaliar o que é caro ou barato, ou seja, 0,01% dos investidores, rs.

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    6. Papo interessante. Vou deixar minha opinião.
      Na minha opinião, não interessa se o investidor compra parcelado, todo mês, se é holder, trader, centaveiro, miqueiro, ou o que for. O preço tem sim sua importância, independente se estou comprando tomate, um carro ou um lote de ações. O fato do investidor comprar às cegas, aceitando o preço que o mercado está oferecendo, não exclui a importância do preço. Estamos falando de investimento, cujo retorno é feito pela comparação entre o valor investidor e o valor final. Se o investidor não dá bola para o valor investido, por acreditar que isso não faz diferença só porque ele faz compras mensais (o que na minha opinião, não tem nada a ver e não faz o menor sentido), isso é a filosofia dele. Mas isso não exclui o fato de que por trás da ação há um negócio, e que quando ele compra (ou seja, ele paga um preço por isso) suas ações, que representam o capital social da empresa, ele se torna sócio dela, podendo colher seus frutos ou amargar prejuízos que se refletirão na cotação. Os argumentos sobre a importância de se avaliar a ação estão na postagem, então não vou me alongar. Se ele acha que irrelevante pagar 1, 10, 100, 1000 reais, ou seja, o preço não serve para nada, independente do que tem por trás da ação (leia-se valor), isso não exclui o fato disso ter sua importância.
      Só tenho uma observação final. Acho engraçado que na hora de avaliar se uma empresa é cara ou barata, colocam um tremendo complicador, como algo que, como o Uó disse, só 0,01% dos investidores sabem. Mas na hora de avaliar se uma empresa é "boa" ou "ruim", um conceito muito mais subjetivo, falam como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Vale como uma reflexão.
      Abraços e sucesso

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    7. eu tenho a impressão que comprar uma empresa boa é mais fácil que comprar uma empresa boa na hora certa

      acho que é isso que está sendo discutido

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    8. Mas esse é o problema que alguns insistem em interpretar. Só porque uma pessoa avalia o preço de uma ação não quer dizer que ela está querendo acertar o fiofó da mosca. Ela apenas não quer sair pagando o preço que o mercado está oferecendo. Eu por exemplo adoro tomate, mas não compro todos os meses pois tem mês que avalio que não vale a pena. E só porque avalio o preço do tomate não quer dizer que quero comprá-lo no melhor momento de todos. E não é preciso ser um especialista em tomate para fazer uma avaliação rasa de um preço minimamente racional. Mas claro, não vai demorar para afirmarem que ações não são tomates e que a comparação não faz sentido. Pois é, deve fazer sentido no dia a dia fazermos avaliações de tudo, com exceção no mercado de ações, onde se deve comprar sem qualquer avaliação de preço. SQN

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    9. "Só porque uma pessoa avalia o preço de uma ação não quer dizer que ela está querendo acertar o fiofó da mosca."

      Antes de tudo, quero dizer que eu sou um desses que avalia preço.

      Mas acho que a gente tem que ter muita cautela, porque tentar avaliar preço pode mais atrapalhar do que ajudar. E, na verdade, talvez mais atrapalhe do que ajude.

      Quantas pessoas diziam que a Ambev estava "cara" e ela continou subindo?
      Quantas pessoas compraram OGX quando estava a R$10,00 ou R$5,00 porque era "oportunidade"?

      É claro que aí vai alguem dizer tem que fazer o Valuation "correto". Mas como você vai saber se o seu valuation é "correto"?

      Eu tento comprar relativamente barato, mas também tento não levar isso tão a sério: sei que minhas "impressões" sobre "barato e caro" podem estar erradas e a gente nunca sabe qual será a trajetória de uma ação.

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  16. Parabéns pelo excelente post!Concordo com ADP!depois de alguns anos investindo cheguei a conclusão:Bolsa=comprar nas crises.E ter no minimo 50% em renda fixa.Só para esclarecer.Meus preços medios em EZTC3,25(hj 12),Hering,2x(hj 13)cemig3,18(hj,5,00)Vale5,30(hj 7,00).Sei que bolsa é longo prazo e não sei o que,mas preço importa e é decisivo para bom desempenho da carteira.Num vou entrar nessa questão de sermos o país dos juros altos e incipiente em bolsa.Só a experiência e diversificação nos salvará

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  17. Concordo com o que Uó disse. Penso também que o tempo e energia que pessoa deve dedicar para conseguir ações com bons preços, traria melhor retorno se a pessoa dedicasse a uma atividade remunerada. A não ser que o capital aplicado seja muito alto. Aí seria outra história. Mas não é caso da maioria dos investidores.

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    1. Olá Alexandre,
      Na minha opinião, acho que há um pouco exageram quando relacionam renda variável com tempo para se dedicar a outras coisas. E também não sei se o que você pensa sobre o tempo que uma pessoa perde só porque não quer aceitar pagar o preço que está sendo oferecido pelo mercado. Não faço nada complexo e com certeza não devo dedicar nem uma hora por mês nisso.
      Abraços

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    2. Também não entendo este tipo de comentário.

      O que gasta tempo é analisar a empresa. Avaliar os balanços, saúde financeira, fatores qualitativos.

      Depois que tudo isso está feito, uma planilha pode lhe fornecer uma indicação de preço justo. Não é isso, que fará o nosso hipotético investidor deixar de ir no cinema.

      E outra coisa, depois que você analisa uma empresa basta acompanhar os resultados trimestrais sem ter que necessariamente reiniciar o processo do zero.

      Agora se o nosso hipotético investidor não quer analisar nada é melhor comprar um ETF.

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  18. Parabens pelo post , o preco importa MUITO principalmente quando a empresa é ciclica e de commodities . Sempre vejo o preco pp quando o aporte e grande. Meu pensamento é muito parecido com o seu.

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  19. ADP, acompanho todos os seus posts e, geralmente, concordo com boa parte deles, mas, nesse caso, tenho de discordar. Sobre o item 1, vc critica o investidor que espera determinados anos de lucros consistentes e crescentes para se investir em uma empresa, fazendo com que o mesmo perca retorno. Mas sua visão está errônea por justamente considerar apenas o que o investidor pode ganhar e não o quanto ele pode perder. Entrar em empresas que não apresentam um quadro evolutivo de lucros pode ser muito arriscado ao pequeno investidor, já que a empresa pode ter apresentado resultados bons, mas não consistentes, e vier a apresentar prejuízo futuramente. Assim, investir em empresas com longo histórico na bolsa e que apresenta lucros consistentes dá maior segurança ao pequeno investidor, proporcionando um maior controle de risco. Vc bem sabe que, para sobreviver na bolsa, é melhor pensar primeiro em quanto eu posso perder do que o quanto eu vou ganhar.
    Eu também discordo do item 3. O preço das ações só vai importar, de fato, para os traders, sejam eles de curto prazo, ou traders de valor. Para o pequeno investidor que quer ser sócio da empresa, e que não pensa em vendê-la enquanto esta for de qualidade, o preço não fará diferença, já que a cotação acompanhará os lucros no longo prazo, e o preço de compra, em pequenas quantidades fracionadas, não fará diferença. Ficar se importando com o preço, em busca de barganhas e momentos, leva em conta que vc é mais esperto que o mercado, que possui uma visão privilegiada ou um método premiado de precificação de ações, os quais estão longe da realidade do pequeno investidor. Assim, as compras periódicas de ações, de empresas boas, com reaplicação de dividendos, na minha opinião, é a estratégia mais adequada para o sardinha vencer na bolsa.
    Abraços e bons investimentos!

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    1. olá Leonardo,
      Deixei bem claro no texto que a espera por um determinado tempo em anos de lucro "serve como uma medida cautelar para que o investidor seja sócio de empresas estáveis, o que pode trazer segurança". Além disso, apenas frisei que o perigo é quando o investidor quer levar esta regra sempre à risca.
      Quanto ao preço das ações só importar para traders, sinceramente não vejo motivo racional para isso. Sou sócio da M Dias Branco e não compraria suas ações, considerando seu patrimônio e lucros atuais, caso esta tivesse um valor de mercado de 600 bilhões, por exemplo. Isso de forma nenhuma significa que sou mais esperto que o mercado. É apenas uma recusa de pagar um preço por algo que me oferecem. Eu faço isso frequentemente no meu dia a dia sem a intenção de tentar ser mais esperto que todo mundo.
      Abraços

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  20. Olá ADP! Como vai?

    Sobre esperar cinco anos de lucros estáveis, o que se coloca em xeque é a capacidade do investidor de analisar empresas que possuem poucos dados disponíveis ao mercado, como start-ups, por exemplo. Outro exemplo é o de empresas consolidadas de capital fechado que resolvem expandir seus negócios, captando dinheiro no mercado de ações. Ao realizar um IPO, tais empresas buscam maximizar a captação, realizando a venda inicial de suas ações pelo maior preço possível, o que é lógico. Por isso, não é raro o caso de ações que despencam após a oferta inicial, o que leva muitos investidores profissionais a aconselharem manter-se distância de IPOs. Essa é a lógica por trás da estratégia de esperar X anos de lucros estáveis.

    No mais, percebe-se que suas ideias são diametralmente opostas ao que o Bastter prega, o que não é novidade. Nada de errado, desde que seus resultados sejam superiores ao de quem pratica um B&H passivo, o que não tem acontecido. O que quero dizer é que não é errado investir de um jeito ou de outro e o que vale é entender o negócio das empresas e ter o feeling para saber a hora certa de entrar e de sair. Renda variável não é só análise de números.

    Um abraço!

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    1. vc conhece os resultados do bastter? Fala aê pra galera.

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    2. Eu me lembro que várias empresas que o Bastter dizia que eram boas há 10 anos atrás. Quem investiu nelas só se deu mal. USIMINAS, VALE, NATURA, ELETROPAULO, AES TIETE, CEMIG, GERDAU, CIELO, COELCE, SABESP ETC ETC. Quem colocou dinheiro em todas estas empresas em 2005 e esperou até 2014 só se deu mal. Agora, quandos o lucros caem ou a empresa estoura ele fala: - É só tirar o capital da empresa que ficou ruim e colocar em outra boa. Isso depois da pessoa perder rios de dinheiro e vai tentar mais uma tentativa nesta estratégia para depois tirar de novo e colocar em outra empresa etc etc.

      Não é assim que funciona. Assim, aquele lucro que você teve em AMBEV em 10 anos é anulado pelo prejuízo em várias outras empresas que estavam boas e de repente ficaram ruins. Falta no Bastter, aquele feeling que o Buffett tem de saber quais empresas darão certo daqui há 20 anos. O Buffett não teria investido nem em CIELO e nem em NATURA, na AMBEV e no ITAÚ sim. O problema é que Buffett tem aquilo que o Bastter acha que não existe: BOLA DE CRISTAL. Essa Bola de Cristal não é um Dom de Profetizar, mas sim uma sabedoria adquirida com o tempo que poucos investidores tem de saberem que certos setores não duram mais que 10 anos, por melhores que sejam os balanços das empresas encaixadas nelas. E é por isso que ele nunca Comprou a KODAK, porque sabia que ela estava sentada em um ramo de tecnologia. O mesmo se aplica a CIELO. Mas não adianta falar. Mas observem os resultados, vejam que a CIELO não está sentada em um fosso de defesa como a COCA COLA está. O mesmo acontece com empresas onde a concorrencia entra fácil, é o caso da NATURA. 3 concorrentes ede peso entraram no ramo vendendo de casa em casa de 2010 pra cá. O resultado está aí. O mercado divide as vendas. O resto da história vocês já sabem.

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    3. Olá Troll, está sumido por aqui, hein.
      "Sobre esperar cinco anos de lucros estáveis, o que se coloca em xeque é a capacidade do investidor de analisar empresas que possuem poucos dados disponíveis ao mercado, como start-ups, por exemplo."
      Deixei ressaltado na postagem que a estratégia de esperar x anos pode não ser ideal quando levada à risca. Ou seja, ás vezes o investidor analisa os dados de uma empresa e só não investe porque não tem esses x anos de lucratividade. A premissa de investir em empresas com lucratividade crescente permanece, mas o investidor não precisa se fechar a regras sem poder realizar flexibilizações. Investir em preoperacionais, start-ups e coisas deste tipo requer uma analise muito maior e particularmente não recomendo.

      "Nada de errado, desde que seus resultados sejam superiores ao de quem pratica um B&H passivo, o que não tem acontecido."
      Como assim? B&H e Análise técnica são apenas estratégias. O que determina o retorno são a forma de como utilizadas e quais ativos foram escolhidos. Ou você consegue determinar com precisão, sem informar os ativos escolhidos e em qual tempo, qual foi o retorno do B&H passivo?

      Abraços e sucesso

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    4. ADP, é possível estimar retornos através de médias e estudos de inferência estatística.

      http://static6.businessinsider.com/image/55c0f172ecad04fc6087681f-1200-900/cotd-panic-selling-returns.png

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    5. Essa foi boa, rsrsrsrs

      Só falta adivinhar pra onde vai o mercado depois de definida a ferramenta estatística a ser utilizada, rsrsrsrs

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    6. Olá Dimarcinho! É que inferência estatística deve ser um termo estranho para você, o que me causa espanto, já que engenheiros estudam isso na faculdade, ainda que de forma básica. Sugiro voltar a estudar.

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    7. "É possível estimar retornos através de médias e estudos de inferência estatística"

      Afirmação sua!

      Dê uma olhadinha: http://migre.me/t0ZKA

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    8. Detalhe ao texto:

      "Essa projeção INOCENTE do futuro a partir do passado pode ser aplicada a qualquer coisa" - Taleb, Nassim

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  21. AdP, muito legal o seu post. Com relação ao preço das ações (acho que o tema mais debatido aqui nos comentários), de alguma forma eu já pensava em usar a RF pra aguardar um momento favorável para compra, normalmente de curto prazo, até cheguei a perguntar a você se fazia algo semelhante, e na ocasião respondeu que não se importava muito com o preço. É bom ver o seu desenvolvimento, eu mesmo já me adaptei bastante lendo o seu blog, as discussões aqui só fazem elevar o pensamento e buscar novas informações.
    Essas conclusões a que você chegou, na prática, o quanto acha que vão impactar no seu procedimento? Imagino que a idéia seja otimizar a quantidade de ações compradas com um mesmo valor aportado, minha dúvida é se vc concorda com o Uó que fazendo isso estará fazendo timing, e se vc acha que esta sua nova estratégia será mais arrojada ou conservadora.
    Em face das características do TD, vc considera uma modalidade de RF adequada a esta sua nova estratégia?

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    1. Olá Gigolô,
      "minha dúvida é se vc concorda com o Uó que fazendo isso estará fazendo timing"
      Se esperar pacientemente por um preço mais adequado de uma ação é fazer timing, então estou sim.

      "e se vc acha que esta sua nova estratégia será mais arrojada ou conservadora."
      Essa definições são subjetivas. Tem gente que investe 100% em bolsa e se define como conservador.

      "Em face das características do TD, vc considera uma modalidade de RF adequada a esta sua nova estratégia?"
      O TD tem uma liquidez que acredito ser adequada para esse método de compra.

      Abraços

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    2. Valeu AdP, mas sobre o perfil da sua nova estratégia, por ser subjetiva a classificação, queria justamente saber sua análise, comparando a estratégia atual com a anterior. Particularmente, considero mais arrojada na medida em que a RF será utilizada como suporte para as aquisições, as quais vc deixou claro que não vai deixar de realizar.

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  22. Bom post.. concordo com os 4 pontos apresentados, apesar de não fazer o 2... mas acho isso importante pra quem opera só na ponta compradora.. ter reserva na renda fixa serve pra reduzir a volatilidade da carteira, e dar sangue novo em momento em que o mercado fica as moscas...

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  23. Se tem gente que não entende um post de blog com a visão de uma pessoa, um investidor, imagina no mercado.

    Quanto ao post, excelente ADP. Sua percepção é apenas um reflexo do que é nossa economia. Tanto que estive refletindo esses dias sobre a forma de manter o patrimônio.
    Uma delas é a renda fixa. Mas penso em fazer uma reserva em dólar (em parâmetros parecidos com o BACEN) e ouro. Dólar e ouro podem desvalorizar, mas apenas se a moeda do meu país valorizar. Prefiro ficar "refém" da variação cambial do que a inflação e governo desorientado. Após deixar a "fundação" bem preparada, parto novamente para o mercado de ações, onde empresas que mais sofrem com o governo (bebidas e cigarros) são os melhores investimentos, prefiro aguardar a(s) nova(s) empresas que serão extorquidas pelo governo e invisto nelas. Infelizmente, o mercado acionário brasileiro é que nem criança, se não demonstrar bem as regras, ela sobe em você...

    Abraços meu caro!

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    1. Pois é Paitax,
      Notei que algumas pessoas interpretaram que eu disse que compras mensais não valem a pena ou que o histórico de lucros não deve ser levando em consideração, sendo que deixei claro no texto que compras mensais é uma boa estratégia sim, e que em alguns momentos, nem sempre podemos considerar à risca um histórico de lucros longo.
      Abraços

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  24. ADP,

    concordo com tudo o que disse. Entrei no topo do mercado em 2011 sem muito conhecimento e minha carteira está amargando um prejuízo que poderia ter sido amenizado com conhecimento.

    Acho que a estratégia de ter uma parte em RF extremamente válida. Nossa RF hoje em dia está muito atrativa mesmo.

    Depois de apanhar um pouco nesses últimos anos adotei a estratégia de manter meu dinheiro em RF até que eu julgue o melhor momento para comprar uma determinada empresa. Sou assim no meu dia-a-dia em tudo que vou comprar tentando sempre conseguir aumentar meu poder de compra. Concordo que essa é uma estratégia arriscada em se tratando de RV no sentido de muitas vezes perder o bonde de algumas empresas por ficar esperando um "desconto" que nunca acontece. Mas pelo que percebi e a história nos mostra, em algum momento no futuro (em alguns casos) o bonde PODE voltar... hehe. Mas se não voltar, outros bondes também passarão. Essa estratégia é mais o meu perfil mesmo.

    Abraços.
    Galo

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    1. Olá Galo,
      A ideia é essa. Guardar dinheiro na renda fixa e fazer compras na renda variável quando a gente acreditar que vale a pena. Não temos obrigação de investir na bolsa todo mês. A bolsa está para ser, não para ser servida. E dessa forma podemos utilizar um pouco da oscilação dela a nosso favor. Basta paciência.
      Abraços

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  25. AdP,

    gostei das suas ponderações.

    Uma empresa que foi boa no passado não quer dizer que será boa no futuro. Durante mtos anos me apeguei a isso.

    Uma excelente colocação feita pelo IV acima remete àquilo de "Se ficar ruim é só sair." Sim, mas e o prejuízo tomado? E o custo de carregamento? Pois a Petrobras era excelente e hj está uma merda. O papel saiu de 10, foi a 50 e hj está 4. Quando exatamente ela "ficou ruim"? Em 2009? 2010? 2011? 2012? É mto fácil falar coisas ao vento, a coisa é mais complexa.

    Vai sair qdo? Um ano queda de lucro é uma crise passageira? E se forem dois anos de queda de lucro? Pois qdo nós, pequenos investidores, pegarmos o resultado da empresa, ela já vai estar lá embaixo em sua cotação, com consequente diminuição do patrimônio.

    Muita gente também faz confusão com algumas coisas. O que é bom para a empresa, não necessariamente, é bom pro investidor.

    Sobre a renda fixa, acho desnecessário comentar sua importância.

    Com relação ao preço, tem uma pegadinha aí. Ele é, de fato, importantíssimo. Afinal de contas, o ROI do investidor será dado pelo preço médio de venda dividido pelo preço médio de compra subtraído de 1. Então, são só preços na fórmula. Ele é a variável principal, rs

    A única situação na qual ele seria "indiferente" seria num ETF de Índice do Mercado geral, mas não pelo fato do preço em si e sim devido ao fato da estrutura do mercado e da formação do índice. Um grande investidor que opera desta maneira é o John Bogle.

    []s!

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    1. dimarcinho, bom comentário, mas obviamente tenho que discordar de algumas coisas.

      Realmente uma empresa boa no passado pode não ser boa no futuro.

      Sobre se ficar ruim é só sair. A única forma de se proteger disso é com diversificação. Você pode ter feito tudo certo e escolhido a empresa super bem, mas não dá pra saber antes do mercado se algo vai ficar ruim. Portanto saindo ou não terá prejuízo. mas cada um define seus critérios. A diversificação ajuda a se proteger disso.

      O que é bom para a empresa nem sempre é bom para o investidor.

      Sobre preço, vai adiantar discutirmos?

      Sobre ser indiferente, você admite que é indiferente num ETF de índice de mercado geral. Mas porque só num ETF de índice de mercado geral? Se eu criar meu próprio ETF com minhas top 20 empresas não posso usar o mesmo conceito e usar a mesma "indiferença" do preço?

      Abraços

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    2. Pra não ficar dúvidas: "Portanto, saíndo ou não, terá prejuízo"

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    3. Então, EI,

      sua carteira não é o mercado, então, não, não dá pra aplicar o mesmo raciocínio.

      Vamos ao básico: os preços se movimentam por oferta x demanda. Então, qto maior for a demanda por papeis, mais eles irão subir. E qto menor for, a tendência é de queda.

      Pois bem, ao pegarmos um índice de mercado amplo, temos volumes gigantes sendo movimentados. As empresas mais queridinhas do mercado, as empresas "do momento", as empresas da moda. Ou seja, O MERCADO que as está escolhendo (e não vc)

      Assim sendo, surge a demanda por estes papeis. Com o tempo e economia crescendo, os volumes por ela se mantiverem altos, então elas com certeza estarão dentro de do índice.

      Se a empresa for "saindo de moda", então, com o tempo, ela vai perdendo volume e interesse e eventualmente é cuspida para fora do índice.

      Esse rodízio natural do mercado mostra que o mercado, além de diversificado, "gira sua carteira" bastante e só vão ficando as que ele considera legal.

      Assim, o mercado meio que já regula e auto-balanceia a si próprio. Então, o preço "não importa".

      Esse movimento todo NÃO ocorre numa carteira individual. Se o mercado abandonar metade dos papeis da sua carteira, não adianta vc ficar aportando neles para sempre, pois sem demanda não há como preço subir.

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    4. dimarcinho, esta explicação não foi nada convincente.

      O preço "não importa" somente se for um índice de mercado amplo? e se for um índice setorial?

      E se um banco montar um índice com as top 20 do Ibovespa? também não se aplica?

      Vê lá, hein? não vai se complicar agora que admitiu que preço não importa

      Abraços

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    5. Claro, nunca sou convincente o suficiente para vc. A explicação acima é suficiente para responder suas próprias perguntas.

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    6. falei que você iria se enrolar. Aguardo explicações convincentes, isso que você disse não tem nada a ver com nada

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    7. ah, e tem mais, se algumas das dezenas de pessoas que leram estes comentários acham que as explicações são convincentes (ou não), peço que se manifestem, pois está bem difícil entender a lógica de quando preço importa e quando não importa para o dimarcinho

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    8. Eu acho que não tá difícil, não... acho que só vc não deve ter entendido, rsrsrsrsrsrs

      Eu não me enrolei. Mas vamos lá, responda VOCÊ, baseado no meu raciocínio as suas próprias perguntas; quero saber o q vc "entendeu".

      Excluir
    9. Aí que está, eu não entendi mesmo. Para mim não há diferença (olhando sob a ótica do "preço não importa") se estou usando um índice amplo, um índice setorial ou um índice customizado ...

      Obviamente os resultados e riscos podem ser bem diferentes, mas estou falando apenas sob a ótica do "preço não importa"

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    10. Vou te ajudar com um novo índice. É o II (Índice Incorreto).

      Ele é baseado em todos os papéis que vc digita ao longo de um ano. A ponderação é baseada na quantidade de vezes que vc digitou o papel. Todo dia 1º de janeiro a carteira é rebalanceada nestes critérios.

      Vc acha que é a mesma coisa investir num índice amplo ou no Índice Incorreto? Vc acha que o movimento de oferta x demanda q eu expliquei se aplica da mesma maneira para o índice amplo e para o Índice Incorreto?

      Excluir
    11. dimarcinho do céu,

      Sua mente é tão confusa que vou me limitar a responder a suas questões.

      "Vc acha que é a mesma coisa investir num índice amplo ou no Índice Incorreto?"

      - Não é a mesma coisa

      Vc acha que o movimento de oferta x demanda q eu expliquei se aplica da mesma maneira para o índice amplo e para o Índice Incorreto?

      - Não

      Agora pergunto, o que isso influencia sobre "não importa" (com aspas, hein?)

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    12. volte para o comentário 17 de fevereiro de 2016 13:44;

      Loop;

      Excluir
    13. Desculpe, esqueci de colocar a condição de saída do loop. Novo código:

      entender = false;

      Do

      volte para o comentário 17 de fevereiro de 2016 13:44;

      Until (entender)

      Excluir
  26. Eu acho o dimarcinho bem confuso, e um péssimo investidor, mas nessa eu concordo inteiramente com ele. Talvez o pessoal deva estudar mais sobre ETF geral (BOVA11, PIBB11, BRAX11, quiçá SMAL11) e aprender a diferença pra ETFs setoriais ou baseado em alguns critérios (DIVO11, ECOO11 etc). Os primeiros representam o mercado. E se você comprar na 'baixa', em algum momento realmente sobe (não existe crise infinita), por isso a alocação de ativos faz mais sentido. Já as ações individuais de determinadas empresas talvez nunca mais subam.

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    1. Anonimo, qual a diferença de representar o mercado ou não para a afirmação "preço não importa"?

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    2. Para essa afirmação, a diferença é mínima. Em ambos os casos o preço importa. Se você tivesse comprado o mercado em 2008, no topo, teria prejuízo porque comprou 'caro', mas se tivesse comprado antes talvez tivesse lucro. A diferença é que mesmo quem comprou no topo espera que o IBOV (ou índice similar) em algum momento ultrapasse os 70 mil pontos (o quanto vai demorar, se vale o custo de oportunidade, são outras questões). O preço importa aqui por causa dessas questões, não porque o índice perdeu o valor - ele (mercado) nunca perde. Em ações individuais, o preço é ainda mais importante, porque o valor pode se perder. A Usiminas (ou qualquer outra empresa), novamente digo, talvez nunca mais recupere o que valia. Esse é o risco de stock picking que muitos desprezam: de não ter retorno. Não é só questão de 'bater' ou não o mercado, isso até é secundário.

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    3. Ficou confuso, mas não vou entrar na discussão.

      O ponto importante aqui é que você mesmo está contrariando seu comentário das 15:00. O dimarcinho disse que preço não importa para um índice de mercado. Você concordou com ele e agora você está dizendo que em ambos os casos preço importa.

      Por favor, decidam-se

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    4. Acho que ele pensou como vocês. Dentro da estratégia de vocês. Se você desconsidera o que coloquei entre parênteses para os índices, realmente o preço não importa pra índice. Já pra ações individuais, mesmo desconsiderando essas coisas (custo de oportunidade etc) como vocês fazem, o preço importa. Pra mim, o preço importa em qualquer circunstância. Acho que pro dimarcinho também.

      Não quero convencer ninguém de nada. Só um debate mesmo (sou da escola soulsurfer rs). Vou lá. Abraço!

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    5. Tio EI,

      eu não disse que preço não importa. Eu disse que seria "indiferente" ou "não importa". As aspas indicam que não é exatamente, afinal de contas, o preço sempre vai importar.

      Mas se vc não entende nem a dinâmica de oferta x demanda, fica mesmo difícil entender. O anônimo já te deu uma boa porradinha em 15:00. Eu vim com boa vontade para ajudar, mas se o seu objetivo é sempre querer me desmerecer ou me diminuir, não posso fazer nada. A explicação acima é mais do que suficiente para responder todos os questionamentos que vc lançou em seguida. Vc só precisa entendê-la. Quer vc goste ou não.

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    6. kkk dimarcinho, sério que levei uma porradinha?

      peraí, importa o não importa? em poucas horas você já mudou de lado? Você está meio volúvel.

      Olha, quem gosta de desmerecer as pessoas aqui é você com frases do tipo "vamos ao básico", ou "você não entende nem a dinâmica de oferta x demanda". Você chegou a conclusão que não entendo baseado em que?

      Desculpa dizer, mas a sua explicação não tem pé nem cabeça. Nem com aspas e nem sem aspas.

      Vai entender um pouco mais de índice antes de sair falando um monte de besteiras em público.

      Alias, o comentário das 15:00 do anonimo, até onde vi foi bem forte nesta parte "Eu acho o dimarcinho bem confuso, e um péssimo investidor"

      kkk

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    7. Realmente, não tem nem pé nem cabeça, aumentar a demanda financeira por um papel de oferta fixa e os preços dele subirem.

      Não faz sentido nenhum, mesmo.

      Tio, continue fazendo jus ao seu nick! rs

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    8. aumentar a demanda financeira faz os preços subirem?

      só as empresas com maiores volumes é que sobem?

      Um papel com baixo volume, fora de todos os indices, nunca vai subir?

      Significa que este mesmo papel nunca será uma boa opção de investimento enquanto tiver pouca demanda (e os preços não subirem)?

      Se os preços NÃO SUBIREM, não há lucro para o investidor? e proventos, como fica?

      Estou dizendo que está se enrolando

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    9. Hmmm, conte-me mais como o investidor irá lucrar com proventos.

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    10. Ficou educado de repente?

      Não pense em volume. Pense em diferença de volume.

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    11. não, não, não

      Você disse:

      "Se a empresa for "saindo de moda", então, com o tempo, ela vai perdendo volume e interesse e eventualmente é cuspida para fora do índice."

      Estou falando de uma empresa totalmente fora do índice, que não tem volume, tem um negócio por dia. Esta não pode subir? Nunca será bom investimento?

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    12. Grendene não está no Ibovespa. Ela não serve para entrar no indice incorreto?

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    13. Uma empresa que tem um negócio por dia, se for sempre uma compra, ela pode subir sim. Se for sempre de venda, ela vai cair, rsrsrs

      Mas o que isso tem a ver com a discussão do preço? rs

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    14. E sim, sim, sim:
      "ela vai perdendo volume" --> subtração --> diferença!

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    15. foi você que falou

      "Esse movimento todo NÃO ocorre numa carteira individual. Se o mercado abandonar metade dos papeis da sua carteira, não adianta vc ficar aportando neles para sempre, pois sem demanda não há como preço subir."

      Você sugere que a carteira então estará "travada".

      Eu estou dizendo que estar ou não no índice é irrelevante para um papel fazer pare de uma carteira tipo índice "próprio" e que neste tipo de carteira preço "não importa". (sempre entre aspas, rs)

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    16. Vou resumir:

      Índice Amplo --> preço "não importa"
      Qq outra coisa --> preço importa

      Explicação em 13:44

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    17. dimarcinho, você é uma figura.

      Olha, eu não gosto muito de passar o pinguelo na cara das pessoas, mas desta vez terei que fazer com você.

      Lembra que eu disse que você iria se enrolar mais uma vez, pois é, está acontecendo. Quero que saiba que tenho estudado "um pouquinho" (assim, com aspas mesmo) sobre alocação de ativos e carteiras "indexadas". Inclusive o livro que parece que você não leu inteiro, do Jeremy Siegel fala um pouco sobre os índices de mercado e outros tipos de índices. Fala inclusive em outras formas de ponderação que não as comumente utilizadas.

      Durante estes estudos, eu me deparei no início desta semana com uma iniciativa do instituto COPPEAD e do Jornal Valor Econômico que criou dois índices próprios Valor-COPPEAD (poderiam se chamar Índices Incorretos, né?) para análise de carteiras com ponderação igualitária e outra forma de ponderação proporcional baseada no Índice de Sharpe.

      Ao pesquisar a iniciativa do COPPEAD, verifiquei que existem 2 estudos com um bom embasamento científico (isso você gosta!) analisando cenários e multiplos trabalhos e estudos sobre o assunto seleção de carteiras e ponderação igualitária.

      Na minha visão, estes estudos contrariam sua visão sobre índices e a citação de "preço não importa" (assim, com aspas).

      Como iria ficar complicado expor tudo aqui, acabei de publicar um post sobre isso. Peço que leia, releia e entenda cada um dos artigos antes de voltarmos a conversar.

      http://economicamenteincorreto.blogspot.com.br/2016/02/escolha-de-ativos-e-carteiras-indexadas.html

      Um abraço amigão

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    18. EI,

      vou ler com calma pra dar uma resposta mais embasada. Mas vi lá em suas conclusões que vc deixou bem grande que "PREÇO NÃO IMPORTA".

      Se preço não importa, pq diabos vcs ficam fazendo peneira de ações?

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    19. Respondi lá:

      Do seu primeiro artigo, a própria conclusão fala tudo:

      "A principal limitação desse estudo é que (...)"

      Já sobre o 2o estudo, foca em comparar uma metodologia simples como alternativa ao investimento individual em ações ou em fundos (FIA). E mesmo assim, a probabilidade de vencer foi de 53%.

      Como a análise envolveu carteiras escolhidas aleatoriamente, podemos dizer que a metodologia vencer 1/n uma ação individual ou FIA é, basicamente, sorte. Esta probabilidade é quase a mesmo que jogar uma moeda pro alto.

      Minhas conclusões são MUITO diferentes que as suas:

      1) Não é possível concluir que é possível vencer o mercado através de métodos simples. A único fator que parece ter influenciado foi a sorte;

      2) Idem 1;

      3) Preço sempre vai importar, é matemático;

      4) Sim, é possível adotar metodologias que não envolvam o 'preço' como critério. O que não foi o caso (critério P/B);

      5) Preço sempre vai importar, é matemático;

      6) Isto é verdade, mas retornos acima da média não são garantias de retornos futuros, vc pode apenas ter pego uma janela onde isso funcionou. E como o autor do artigo sabe isso, colocou a observação que comentei logo no começo do comentário, sobre como foi limitado.

      Obrigado por só confirmar o que eu estava colocando no AdP!

      []s!

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    20. Dimarcinho, acho que você não leu direito nem os artigos e nem as minhas conclusões. Certeza mesmo é que não entendeu.

      Sem mais

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  27. AdP, mudando de assunto, gostaria de sugerir você fazer um post sobre suas escolhas de FII. Por que tem as atuais e como determina futuras escolhas.

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  28. De alguma maneira o preço sempre terá a sua importância, mas o mais importante é a qualidade da empresa.
    Indicadores mais relacionados à qualidade da empresa: 1. Crescimento do Lucro Líquido, 2. ROE, 3. Dívidas etc.
    Indicadores mais relacionados ao preço: 1. P/L, 2. DY, 3. VPA etc.
    Filtrando conseguimos encontrar empresas a preços bem atraentes. Aí não precisa se preocupar com preço futuro (valorização da cotação), pois mesmo que estes permaneçam os mesmo, caso a empresa cresça os lucros ainda que moderadamente, os proventos tenderão a aumentar com o tempo.
    Agora vou contar uma historinha para exemplificar que preço e qualidade são coisas distintas:
    Digamos que um quilo de PICANHA custe hoje R$ 40,00. Aí eu vou comprar no supermercado amanhã e ele está custando R$ 100,00. A qualidade da carne será a mesma nos dois casos, mas a R$ 100,00 eu não compro. Vou preferir outra carne ou substituir por outro produto (Em Ciências Políticas a explicação para esse comportamento ocorre dentro da Teoria da Escolha Racional. Nas Ciências Econômicas essa troca de um bem por outro, que exerce a mesma função, chama-se “bem substituto”). Exagerei no preço da carne só pra mostrar que o ponto exato dessa ruptura entre “comprar” ou “não comprar” é subjetivo, mas a esse preço acredito que poucas pessoas comprariam.
    No caso das ações também pode ocorrer essa ruptura entre “comprar” ou “não comprar”. Acontece que para essa análise não existe apenas o critério Preço a ser analisado; são vários outros, o que pode aumentar ainda mais a subjetividade. No meu caso, observo o percentual médio de distribuição dos Proventos que a empresa vem atingindo ao longo do tempo; observo o quanto ele impacta no Lucro da empresa. Se eu achar esse percentual baixo, observo se o Retorno sobre o Patrimônio Líquido é elevado ao longo dos anos e como isso reflete no DY e nas cotações.
    Imagine uma empresa que vem conseguindo um Retorno sobre o Patrimônio Líquido por volta de 20% e paga 4% de DY. Agora imagine que em um mês ela valorize 100%. O DY simplesmente vai para 2%. Se alguém já comprou ações anteriormente, ótimo, pode manter! Agora, se não comprou pode demorar para repetir tal resultado, aliás, o preço ainda pode ser corrigido.
    Pelo amor de Deus! Investir em índice normalmente reflete uma preguiça mental ou falta de conhecimento para escolher boas empresas. Devemos ter um mínimo de esforço. Claro que nos investimentos temos que saber diversificar e definir objetivamente critérios tanto para entrar, quanto para sair das empresas.

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    1. Anonimo, estas comparações com tomate, laranja ou carne não fazem lá muito sentido. Investimento é algo que você vai colher o retorno lá na frente e não consumir.

      Ao escolher a carne, você pode facilmente escolher uma substituta que vai resolver o problema (fome), já com ações não é bem assim.

      Ao acontecer a "ruptura" comprar ou não comprar, você não compra a empresa A para comprar a empresa B que está "mais barata". Isso não está totalmente errado e tem uma lógica e pode ser a sua estratégia. mas pergunto:

      O que garante que a escolha que está fazendo agora por empresa B ao invés de A é a melhor em termos de investimento?

      Você realmente acredita que ao escolher a empresa B você tem mais chance de ter o tão sonhado retorno no médio ou longo prazo considerando tantas variáveis atuais e futuras?

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    2. O exemplo da carne foi para mostrar a relação entre “preço” e “qualidade”.
      No mercado acionário ninguém é obrigado a comprar nada. Compra quem quer. Se não quiser correr riscos com ações vá pra Renda Fixa.
      O investimento, como eu disse deve ser feito de maneira diversificada. Devem-se buscar várias empresas que atendam aos seus critérios. Se não achar ou se achar que o risco aumentou em alguma ação e não achar outra para substituir... pode-se reduzir o percentual referente à Renda Variável sem problemas.
      Quando a gente investe em ações não temos bola de cristal para saber o que vai acontecer. O que podemos fazer é determinar critérios de entrada e de saída e continuar comprado nas empresas que continuam com os mesmos critérios ou melhores de quando foram compradas.

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    3. Anonimo, eu entendo e concordo que o investidor pode reduzir o percentual em RV caso ache caro, o que quis mostrar é que essa não é necessariamente a melhor decisão, pois tudo pode acontecer no futuro.

      Definir critérios de entrada e saída baseado em preço, é uma estratégia, mas não é a única como sugerem algumas pessoas.

      Abraços

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    4. Concordo!

      As possibilidades de estratégias são muitas.

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  29. Corrigindo:
    Imagine uma empresa que vem conseguindo um Retorno sobre o Patrimônio Líquido por volta de 20% e paga 14% de DY. Agora imagine que em um mês ela valorize 100%. O DY simplesmente vai para 7%. Se alguém já comprou ações anteriormente, ótimo, pode manter! Agora, se não comprou pode demorar para repetir tal resultado, aliás, o preço ainda pode ser corrigido. (Estava pensando em Banco do Brasil)

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  30. Caro AdP, estou pensando em começar a investir em FIIs. Você sabe onde posso encontrar os valores de aluguéis pagos mensalmente por cada FII e onde posso verificar o DY de cada FII com base no último aluguel pago? Obrigado.

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    1. Olá anon,
      Uma bom site que contém informações sobre FII é o http://www.clubefii.com.br
      Mas temo que você terá que compilar em uma planilha o DY de cada FII.

      Abraços

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  31. Genial ADP !!! Evoluir é preciso . Postagem faz ou não faz para para pensar ?
    Sobre a estratégia é muito boa , mas a melhor de todas , a que está implícita em sua postagem é a de pensar por conta própria fazendo uma revisão dos conceitos ou dos mitos que às vezes de tanto ouvir se tornam "cláusulas petreas" nos investimentos . O investimento somente em empresas com tantos anos de lucro crescente assim , assim , assado... como dizem por ai de fato , ao meu ver , não deve ser restrito a somente empresas com históricos de lucro " ladeira acima " e para isto basta saber que : lucro passado não é garantia de lucro futuro , oras , assim por que se agarrar somente a isto ??? Pode ser que uma pessoa encontre uma empresa inicial na bolsa na qual ele tenha afinidade com o setor , o conhece muito bem e acha , após deliberado estudo , que o futura da mesma pode ser muito bom , por não depositar 1% ou X% nela ??? Cada individuo deve saber equalizar a quantidade de renda variável e renda fixa na qual deve aplicar e saber também em termos aproximados de quanto é o retorno que espera para que futuramente possa ajustar as "velas da estratégia em questão " .
    No mais não estou dizendo que devemos investir em tudo e qualquer "oportunidade " nem que a forma anterior do ADP investir e a atual estejam certas ou erradas mas que dado que somos capazes de soma um mais um devemos analisar se um determinado conceito de investimento se enquadro ou não em nossos perfis de investidores . ADP,sou um admirador seu , sei que ultimamente vc tem tido muito trabalho e não tem postado muito , mas quando posta mata todas as saudades com os "posts" simples mas inteligentes . Um abraço , e Sucesso .

    Guto3008


    empresas deve de fato ser limitadas

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    1. Desconsidere a frase abaixo " empresas deve de fato ser limitadas"

      Guto3008

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  32. Em que tipo de Renda fixa colocaria o $$$ até uma oportunidade aparecer na renda variavel? CDB tem IR, TD posso perder dinheiro dependendo do preço a mercado do papel na época e tem IR, LCA e LCI só pra somas gordas agora e tem carência.

    Seria a poupança?

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    1. Olá anon,
      Pagar imposto de renda não é um problema. Não se paga imposto de renda na poupança mas ela rende uma merreca.
      Eu deixarei no TD. Se a questão é o risco da variação, há a escolha do TD atrelado à Selic, que "sobe para cima" diariamente, rs.
      Abraços

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  33. Desde que comecei a investir só comprei ações, li o livro do Siegel mas claro que a realidade americana é outra. ETF no Brasil não vale a pena, nos EUA é outra história. Tranquilamente você pode investir num ETF de REITS, num de renda fixa e no do SP500 lá, depois de 30 anos dificilmente algum gestor vai superar isso. Se na bovespa tem no máximo 30 boas empresas pra ser sócio não vejo sentido comprar ETF. RF no Brasil pra mim só presta TD que nunca montei posição. Acho que cada investimento tem sua função, vou começar a investir no TD pra trocar de carro daqui a 3 anos, pra ter uma boa quantia pra me ajudar a aposentar em 2024 e em 2035, tb vou comprar 2050 com cupons semestrais. Pessoal também esquece de montar toda uma carteira de renda fixa, fazendo all in em um TD específico. Tenho 3 meses de meus gastos na poupança, 3 meses deles num fundo DI da Porto Seguro com liquidez diária e mais 3 meses em LFT. 2016 é um excelente ano pra aportar em ações, temos muita empresa boa e muita barganha na bovespa. Na verdade todas as classes de investimento estão boas, assim como Fundos imobiliários. Meu próximo desafio é abrir conta numa corretora dos EUA e começar a comprar ETF de reits e de ações. Só a diversificação e a humildade salvam.

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  34. Parabéns. Principalmente pelas constatações 3 e 4. Percebi faz algum tempo que você tem excelentes empresas mas com pontos de entrada muito ruins. A intenção não é ser engenheiro de obra pronta, minha recomendação, e retribuição, é que analises novamente e com atenção o capítulo 8 do livro do Graham. Preço importa. Muito.
    P.S. Já matei muita aula pra jogar fliperama =P

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